
Principais destaques:
- EQI retirou o RBRL11 da carteira recomendada de julho.
- BTCI11 e BTLG11 tiveram o peso elevado para 12,5% cada e passaram a liderar a carteira.
- A casa mantém visão construtiva para os FIIs, mas prioriza ativos defensivos enquanto os juros reais permanecem próximos de 8%.
A EQI Research promoveu uma mudança em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para julho. A casa retirou o RBRL11 da seleção e redistribuiu seu peso entre BTCI11 e BTLG11, reforçando a estratégia defensiva em um cenário de juros elevados e maior incerteza macroeconômica.
Segundo a gestora, o ambiente continua desafiador para os FIIs após a alta da Selic e o avanço dos juros reais. Mesmo assim, a equipe avalia que o momento ainda oferece oportunidades para investidores focados em renda recorrente e ativos negociados com desconto.
EQI explica saída do RBRL11
A EQI afirma que a tese estrutural para o RBRL11 continua válida, mas considera que o fundo perdeu espaço dentro de uma carteira voltada para maior proteção no segundo semestre. O relatório destaca que o ativo depende mais da valorização futura das cotas e apresenta maior volatilidade em um ambiente de juros elevados.
Para compensar a saída, a casa elevou a participação do BTCI11 para 12,5%, reforçando a exposição a fundos de papel com elevado carrego e qualidade de crédito. Ao mesmo tempo, aumentou o peso do BTLG11 para 12,5%, destacando a qualidade dos ativos logísticos e a previsibilidade dos contratos.
Com isso, a carteira passou a priorizar ainda mais fundos considerados resilientes em um cenário de juros altos, preservando o foco em geração de renda e menor risco operacional.
Juros altos continuam pressionando os FIIs
A EQI lembra que o IFIX caiu 1,21% em junho, enquanto sua carteira recuou 1,47%, praticamente em linha com o índice. No acumulado de 2026, porém, a carteira registra ganho de 1,59%, acima da alta de 1,37% do IFIX. Desde sua criação, em setembro de 2022, o portfólio acumula valorização de 36,3%, contra 28,9% do índice de fundos imobiliários.
Na avaliação da casa, a abertura dos juros reais para perto de 8% ao ano continua pressionando as cotas dos FIIs, mas também aumenta o retorno esperado para novos investimentos. Por isso, a recomendação permanece concentrada em fundos de papel com dividend yield elevado e fundos de tijolo negociados abaixo do valor patrimonial, estratégia considerada mais adequada para enfrentar o atual ciclo econômico.