
- Combustível subiu mais de 80% e muda cenário do setor
- LATAM tem menor alavancagem e maior capacidade de repasse
- Ação negocia com desconto relevante frente aos pares
O Goldman Sachs elevou a recomendação da LATAM (LTM) de neutro para compra, em meio à disparada dos preços de combustíveis.
A mudança ocorre após o aumento de mais de 80% no combustível de aviação desde o início da crise no Irã.
Balanço forte vira diferencial
Segundo o banco, a LATAM possui uma estrutura financeira mais sólida que concorrentes.
Além disso, a companhia apresenta menor alavancagem e geração de caixa resiliente, mesmo em cenários adversos.
Com isso, consegue atravessar melhor períodos de forte volatilidade macroeconômica.
Capacidade de repasse sustenta margens
Outro ponto destacado é a capacidade da empresa de repassar custos ao consumidor.
Isso ocorre porque a LATAM atende um público com maior poder de compra, menos sensível a preços.
Assim, a companhia tende a preservar margens mesmo com custos elevados.
Crise do petróleo muda o jogo
O banco revisou sua tese após o choque energético causado pela guerra no Oriente Médio.
Hoje, o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz opera com cerca de 5% da capacidade normal.
Em cenários mais extremos, o Goldman projeta o Brent podendo chegar a US$ 115.
Valuation ainda descontado
Mesmo com fundamentos sólidos, a ação negocia a cerca de 4,4x EV/EBITDA para 2027.
Além disso, o papel ainda apresenta desconto de 35% em relação a pares globais.
Para o banco, isso abre espaço para reclassificação e valorização relevante.
Preço-alvo aponta potencial
O Goldman fixou preço-alvo de US$ 63,40 para os ADRs da companhia.
Apesar disso, as ações recuavam cerca de 1,45% no pregão de segunda-feira (13), refletindo o cenário global mais volátil.