
- Taurus (TASA4) e Jalles Machado (JALL3) mostram melhora operacional, apesar de desafios nos custos.
- Automob (AMOB3) reverte lucro e amplia prejuízo, mesmo com avanço no EBITDA.
- Enjoei (ENJU3) e Mills (MILS3) entregam resultados sólidos, com margens e receitas recordes.
As principais companhias listadas na B3 movimentaram o mercado com a divulgação dos balanços do terceiro trimestre de 2025 (3T25). Enquanto algumas ampliaram lucros e margens, outras mostraram forte retração nas receitas e resultados.
Entre os destaques estão Automob (AMOB3), Taurus (TASA4), Melnick (MELK3), Enjoei (ENJU3) e Mills (MILS3), todas com dinâmicas que refletem o atual ritmo desigual da economia brasileira.
Automob amplia prejuízo no trimestre
A Automob (AMOB3) reportou prejuízo líquido de R$ 166,6 milhões, revertendo o lucro de R$ 12,6 milhões de um ano antes.
Mesmo com o avanço de 30,5% no EBITDA ajustado, que atingiu R$ 144 milhões, o desempenho operacional não compensou o impacto financeiro.
Além disso, segundo a companhia, o resultado foi influenciado pelo segmento de veículos leves e pelo aumento das receitas de comissões em vendas diretas, financiamentos e seguros.
Desse modo, o mercado reagiu de forma cautelosa, observando que a melhora de margem ainda não se traduziu em geração de caixa significativa.
Melnick e Jalles Machado perdem fôlego
A Melnick (MELK3) registrou lucro líquido de R$ 25 milhões, queda de 29,6% na comparação anual. A receita líquida ficou praticamente estável em R$ 243,6 milhões, mas o lucro bruto caiu 8,6%, pressionado por custos de construção.
Já a Jalles Machado (JALL3) anotou lucro líquido de R$ 18,9 milhões, retração de 44% frente ao ano anterior. O EBITDA ajustado, contudo, cresceu 27,2%, chegando a R$ 408 milhões, sustentado por preços mais altos e ganhos de hedge.
Portanto, mesmo com avanço nas receitas, a margem bruta da Jalles caiu para 23,4%, reflexo da alta de 30,8% nos custos e do impacto cambial sobre os resultados.
Enjoei e Mills surpreendem positivamente
A Enjoei (ENJU3) registrou receita líquida recorde de R$ 70,1 milhões, avanço de 2,9% na comparação anual. O EBITDA ajustado subiu 64% ante o trimestre anterior, chegando a R$ 5,9 milhões, enquanto o caixa total atingiu R$ 209,6 milhões.
Além disso, o controle de despesas e a melhora na eficiência publicitária impulsionaram a margem bruta para 56,4%, o melhor nível da história da empresa.
A Mills (MILS3) também apresentou forte desempenho, com receita líquida de R$ 482,7 milhões, alta de 15,1%, e EBITDA ajustado de R$ 254,6 milhões, crescendo 27,9% na base anual.
Taurus melhora rentabilidade e reverte tendência
A Taurus (TASA4) fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 31,5 milhões, acumulando R$ 83,3 milhões no ano. O EBITDA somou R$ 49,8 milhões, com margem de 15,6%, indicando recuperação após trimestres de pressão.
A melhora veio com a reversão de provisões tributárias (Difal) e maior controle operacional. Ademais, o desempenho reforça a expectativa de estabilidade para os próximos trimestres, com ganhos sustentados por demanda externa.
Por fim, com os ajustes recentes, a empresa recupera parte da confiança do mercado e consolida o retorno gradual à lucratividade.