
- Foco em sinergias e eficiência, após reestruturação e venda de divisões secundárias.
- LWSA (LWSA3) integra Temu ao seu ecossistema e amplia presença no e-commerce.
- Empresa processa 20% do volume total do comércio eletrônico brasileiro.
A LWSA (LWSA3) confirmou um acordo com a Temu, plataforma chinesa de rápido crescimento global, para integrar a operação ao seu ecossistema de soluções digitais. O movimento marca a entrada definitiva da companhia brasileira no grupo de parceiros escolhidos pela Temu para conectar vendedores locais ao mercado internacional.
O novo passo reforça o papel da LWSA como um dos principais hubs de tecnologia e e-commerce do país, com mais de 200 mil sellers ativos e cerca de 20% do volume total do comércio eletrônico nacional passando por suas plataformas Tray e Bling.
Integração com a Temu amplia sinergias
A parceria com a Temu é mais um avanço na estratégia de integrar marketplaces asiáticos como TikTok, Shein e Shopee. Para os varejistas, a novidade significa vendas diretas dentro da Temu, com gestão centralizada e automação logística.
Então, segundo Willians Marques, VP de E-Commerce e fundador da Tray, a integração amplia o alcance de sellers brasileiros que já operam em outros marketplaces. “A Temu quer acelerar a entrada no país e conectar quem já vende de verdade”, disse.
De acordo com a empresa, a entrada dessas plataformas tem gerado efeito positivo no e-commerce, impulsionando o consumo e criando novas datas promocionais. “Esses players trazem novos clientes e fazem muita mídia. É bom para todo o setor”, completou Marques.
Novo ciclo na LWSA após reestruturação
Fundada há 27 anos como Locaweb, a LWSA se consolidou como um ecossistema de softwares e serviços digitais para PMEs. Desde o IPO em 2020, a empresa passou por três fases: expansão agressiva via aquisições, busca por sinergias e, agora, crescimento rentável e orgânico.
O CEO Rafael Chammas, que assumiu o comando em janeiro, destaca que o segundo trimestre de 2025 mostrou “o melhor crescimento em dois anos”. Além disso, a receita somou R$ 370,8 milhões, alta de 10,4%, enquanto o lucro líquido foi de R$ 15,8 milhões, queda de 13,7% sobre o mesmo período de 2024.
Portanto, mesmo com menor lucro, o caixa livre fechou em R$ 102,7 milhões, resultado do foco em eficiência e geração de caixa. “Voltamos a crescer com qualidade e transformar rentabilidade em caixa. Estamos muito animados com o ritmo da empresa”, afirmou Chammas.
Reposicionamento e foco em eficiência
Nos últimos meses, a LWSA concluiu a venda da Wake Creators por R$ 45 milhões, movimento que encerrou a fase de ajustes em divisões menos rentáveis. Sendo assim, o objetivo é simplificar a estrutura e concentrar esforços nos negócios core, especialmente em serviços financeiros e logísticos.
Ademais, a companhia processa mais de R$ 1 bilhão em TPV por mês e segue com foco em ganhos operacionais. “Nosso foco está dentro de casa. Agora é hora de capturar sinergias e aumentar o retorno sobre o capital investido”, destacou o CEO.
Apesar da reorganização, as ações da LWSA ainda operam perto de R$ 3,80, acumulando alta de 17% em 2025, mas queda de 24% desde o IPO. Por fim, com R$ 170 milhões em recompras, a empresa mantém liquidez e aposta em melhora gradual do cenário macroeconômico.