
- M. Dias Branco (MDIA3) caiu mais de 10% após balanço frustrar mercado
- Pressão nos preços e margens preocupou investidores
- Volume vendido e participação de mercado avançaram no trimestre
As ações da M. Dias Branco (MDIA3) caíram mais de 10% nesta sexta-feira (9) após o mercado avaliar negativamente os resultados do primeiro trimestre de 2026.
Apesar do avanço do lucro líquido e do ganho de participação de mercado, analistas destacaram forte pressão sobre preços, margens e geração de caixa. Por volta das 10h44, os papéis recuavam 10,47%, negociados a R$ 22,06.
Receita e Ebitda frustram projeções
A companhia registrou lucro líquido de R$ 106,3 milhões, alta anual de mais de 50%. Ainda assim, o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado.
Ao mesmo tempo, a receita líquida avançou apenas 0,4%, alcançando R$ 2,22 bilhões no trimestre. Segundo o JP Morgan, o número ficou abaixo tanto das projeções do banco quanto do consenso dos analistas.
Além disso, o Ebitda ajustado somou R$ 196 milhões, crescimento de 21,8% frente ao ano anterior. Apesar disso, o indicador também decepcionou o mercado e ficou mais de 20% abaixo das estimativas.
Preços menores pressionam margens
Os analistas destacaram que o principal problema do trimestre foi a pressão nos preços médios dos produtos.
O preço médio caiu 2,9% na comparação anual, atingindo R$ 5,40. Segundo o banco, o movimento refletiu maior participação do canal food service e redução nos preços do trigo.
Enquanto isso, a XP Investimentos afirmou que o mix de receitas ficou mais fraco que o esperado, pressionando ainda mais a margem bruta da companhia.
Como consequência, mesmo com redução de custos, a margem bruta ficou abaixo das projeções do mercado.
Volume cresce, mas caixa preocupa
Por outro lado, o volume vendido avançou 3,4%, alcançando 408 mil toneladas no trimestre.
Segundo os analistas, marcas como Piraquê e Jasmine apresentaram desempenho positivo, enquanto a companhia também ganhou participação nas categorias de massas e biscoitos.
Apesar disso, a geração operacional de caixa caiu 30,6%, pressionada pela maior necessidade de capital de giro.