Incógnitas

Marisa (AMAR3) recebe alerta severo de auditoria e risco de continuidade assusta mercado

BDO aponta distorções relevantes no balanço, questiona provisões tributárias e levanta dúvidas sobre capacidade operacional da varejista.

AMAR3
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  • Marisa (AMAR3) recebeu parecer com ressalvas da auditoria BDO
  • Auditoria apontou distorção de mais de R$ 210 milhões no balanço
  • Risco de continuidade operacional elevou preocupação do mercado

A Marisa (AMAR3) teve seu balanço do primeiro trimestre aprovado com ressalvas pela auditoria independente da BDO. O parecer apontou dúvidas relevantes sobre a continuidade operacional da companhia e destacou distorções contábeis ligadas a uma contingência tributária milionária não provisionada.

Além disso, os auditores afirmaram que a varejista deveria ter reconhecido obrigações relacionadas à controlada indireta M Serviços, antiga M Cartões. Com isso, o mercado passou a monitorar de perto a situação financeira da companhia.

Auditoria aponta distorção milionária

Segundo a BDO, processos tributários envolvendo imposto de renda e contribuição social referentes aos anos de 2011 e 2012 apresentam risco maior do que o classificado pela administração da empresa. Dessa forma, os auditores discordaram da decisão de não contabilizar o passivo.

Ao mesmo tempo, o parecer destacou que a própria CVM chegou a determinar anteriormente o refazimento de balanços para inclusão da provisão, embora a decisão tenha sido revertida depois de recurso apresentado pela companhia.

Além disso, a auditoria calculou que, caso o provisionamento tivesse sido realizado, o patrimônio líquido, os investimentos e o ativo não circulante estariam superavaliados em R$ 210,7 milhões.

Risco operacional entra no radar

O relatório também trouxe um alerta relevante sobre a situação financeira da varejista. Isso porque o passivo circulante superou o ativo circulante em R$ 441,3 milhões, ampliando dúvidas sobre a capacidade de continuidade da operação.

Por outro lado, a administração afirmou que segue implementando medidas para recuperar equilíbrio financeiro e reforçar a estrutura patrimonial. Mesmo assim, os auditores avaliaram que ainda existe incerteza significativa sobre a sustentabilidade operacional da empresa.

Agora, investidores acompanham os próximos passos da companhia e possíveis impactos das ressalvas sobre credibilidade, balanços e liquidez financeira.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.