
- BTG eleva recomendação do Mater Dei (MATD3) para compra e fixa preço-alvo em R$ 7
- Margem EBITDA acima de 22% e ocupação elevada sustentam tese de recuperação
- Ação negocia a menos de 10x lucro de 2026, com revisões positivas de lucro e EBITDA
O BTG Pactual elevou a recomendação do Mater Dei (MATD3) de neutro para compra após resultados trimestrais acima do esperado e sinais claros de recuperação operacional.
Além disso, o banco aumentou o preço-alvo de R$ 6 para R$ 7, o que indica potencial de alta de 45%, e revisou para cima suas projeções financeiras para 2026 e 2027.
Valuation descontado sustenta tese
Atualmente, a ação do Mater Dei (MATD3) negocia a menos de 10 vezes o lucro estimado para 2026, nível considerado atrativo pelo BTG.
Além disso, o valuation apresenta desconto relevante em relação aos pares do setor e também frente à média histórica da companhia, reforçando o ponto de entrada.
Por isso, o banco avalia que o mercado ainda não precificou totalmente a recuperação dos fundamentos.
Lucro e EBITDA revisados para cima
O BTG revisou suas estimativas para 2026, com alta de 12% no EBITDA projetado e avanço de 17% no lucro líquido esperado.
Segundo o relatório, a revisão reflete melhora operacional sequencial ao longo de 2025, após um quarto trimestre fraco em 2024.
Além disso, diversas iniciativas estratégicas começaram a gerar impacto nos resultados.
Margens atingem maior nível pós-desinvestimento
No terceiro trimestre, a margem EBITDA alcançou 22,2%, o maior patamar desde a venda do Porto Dias.
Segundo o banco, esse nível tende a ser sustentado ou superado, mesmo em trimestres sazonalmente mais fracos.
Além disso, a melhora veio acompanhada de redução de despesas corporativas e maior alavancagem operacional.
Quarto tri deve manter ritmo forte
Para o quarto trimestre, o BTG projeta crescimento de 13% na receita, com margem EBITDA de 22%, ante 16% no mesmo período de 2024.
Dados da ANAHP indicam taxa de ocupação de 78,7% em outubro, o maior nível para o mês em dez anos.
Além disso, checagens de canal apontam atividade elevada em outubro e novembro, reduzindo riscos no fechamento do ano.
Ação ainda não refletiu melhora operacional
Apesar da recuperação, o MATD3 sobe 28% em 12 meses, desempenho alinhado ao Ibovespa.
Por isso, o BTG avalia que o papel ainda oferece assimetria positiva, com maior visibilidade de resultados e geração de caixa em aceleração.
Além do Mater Dei, empresas como Rede D’Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3) também indicam melhora nas frequências hospitalares.