Boom imobiliário

MCMV turbinado: construtoras disparam e mercado já escolhe as maiores vencedoras

Mudanças no programa ampliam renda, elevam teto dos imóveis e devem impulsionar forte demanda na baixa renda.

Quais foram as melhores construtoras da bolsa em 2019
Quais foram as melhores construtoras da bolsa em 2019
  • Mudanças ampliam renda e elevam teto dos imóveis no MCMV.
  • TEND3, DIRR3 e CURY3 lideram entre as beneficiadas.
  • Setor pode iniciar novo ciclo de crescimento com forte demanda.

O Conselho do FGTS aprovou novas mudanças no Minha Casa Minha Vida (MCMV) e reforçou o otimismo com o setor imobiliário. As alterações ampliam a elegibilidade e aumentam o poder de compra das famílias.

Além disso, os novos limites elevam o potencial de vendas das construtoras listadas na B3. O mercado já aponta quem deve se beneficiar mais desse novo ciclo.

Demanda deve acelerar com novas regras

As mudanças elevaram os limites de renda em todas as faixas.

Agora, os tetos passam para R$ 3.200 (Faixa 1), R$ 5.000 (Faixa 2), R$ 9.600 (Faixa 3) e R$ 13.000 (Faixa 4).

Além disso, os valores máximos dos imóveis também subiram, chegando a R$ 400 mil na Faixa 3 e R$ 600 mil na Faixa 4.

Com isso, o poder de compra pode aumentar entre 8% e 24%, segundo estimativas do mercado.

Tenda lidera entre as favoritas

Entre as empresas, a Tenda (TEND3) aparece como a principal beneficiada.

A companhia possui maior exposição às faixas mais baixas, onde o crescimento de demanda tende a ser mais forte.

Além disso, o modelo operacional favorece ganho de escala com aumento de volume.

Por isso, analistas mantêm a empresa como top pick do setor.

Direcional e Cury ganham força

A Direcional (DIRR3) também se destaca com potencial de aceleração nas vendas.

O foco em eficiência e geração de caixa reforça a tese de crescimento sustentável.

Já a Cury (CURY3) deve capturar ganhos relevantes nas faixas 3 e 4.

Isso ocorre porque o aumento do teto dos imóveis amplia o ticket médio das vendas.

Setor entra em novo ciclo positivo

O mercado avalia que o programa segue como principal motor do setor.

Além disso, o aumento do orçamento previsto deve garantir continuidade da demanda.

Com isso, construtoras podem crescer com margens elevadas e retorno sólido.

A expectativa é que os efeitos apareçam já a partir do 2T26 nos resultados.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.