Aposta cíclica

Movida (MOVI3) dispara 200% e Itaú BBA vê mais espaço para alta

Banco eleva projeções, mantém compra e aponta sensibilidade elevada à queda da Selic.

movida GDI
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  • Movida (MOVI3) mantém recomendação de compra após alta de 200%
  • Queda da Selic pode gerar R$ 100 milhões por corte de 1 p.p.
  • Lucro de 2026 fica 55% acima da estimativa para 2025

A Movida (MOVI3) acumula alta de 200% no ano, mas ainda apresenta potencial de valorização, segundo o Itaú BBA, que revisou suas estimativas para a companhia.

O banco manteve recomendação outperform e preço-alvo de R$ 15,50, destacando a elevada sensibilidade da ação ao ciclo de queda da Selic.

Lucro sobe e projeções seguem conservadoras

Para 2026, o Itaú BBA projeta lucro líquido de R$ 340 milhões, alta de 12% na comparação anual. Além disso, o valor representa um aumento de 55% frente à estimativa para 2025, de R$ 303 milhões.

Essa revisão incorpora o desempenho esperado do quarto trimestre, com lucro de R$ 87 milhões. Ainda assim, o banco avalia que os números permanecem conservadores.

Por outro lado, o relatório considera um aumento de 12% nas despesas de depreciação, o que já está refletido nas projeções.

Queda da Selic segue como principal gatilho

A Movida (MOVI3) aparece como uma das empresas mais expostas à queda dos juros no Brasil. Atualmente, 80% da dívida bruta da companhia está atrelada à Selic.

Com isso, cada redução de 100 pontos-base pode gerar uma economia de cerca de R$ 100 milhões em despesas financeiras.

Esse valor equivale a 33% do lucro estimado para 2025 e 21% da projeção para 2026, reforçando o impacto direto da política monetária nos resultados.

Estratégia em locações e seminovos reduz riscos

Além disso, a Movida prioriza o aumento de tarifas, tanto no aluguel residencial quanto no comercial, em vez da expansão da frota.

Segundo o banco, essa estratégia pode resultar em um crescimento de tarifas entre um dígito alto e dois dígitos baixos ao longo de 2026, impulsionado pelas locações de curto prazo.

No segmento de Seminovos, o cenário segue estável, com expectativa de 96 mil unidades vendidas até o fim do ano. Dessa forma, a companhia não precisa acelerar vendas nem ampliar a frota no próximo ciclo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.