
- MPF pediu bloqueio adicional de R$ 200 milhões contra a Vale
- Vazamento atingiu cursos d’água ligados ao Rio Paraopeba
- Risco jurídico aumenta e pode gerar volatilidade em VALE3
O Ministério Público Federal (MPF) pediu novo bloqueio cautelar de R$ 200 milhões contra a Vale (VALE3) após vazamento de água e sedimentos na Mina de Viga, em Congonhas (MG), elevando, assim, a pressão jurídica no curto prazo.
Além disso, a ação solicita a suspensão da venda ou transferência dos direitos minerários da mina, depois que o transbordamento atingiu cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba, segundo o MPF.
Novo pedido de bloqueio
Segundo o MPF, o vazamento ocorreu após chuvas intensas, quando estruturas de contenção conhecidas como sumps acabaram transbordando.
Conforme vistorias técnicas, esses reservatórios não contavam com sistemas de drenagem adequados para volumes elevados de chuva.
Com isso, o órgão afirma que houve processo erosivo em cascata, provocando assoreamento de córregos e danos à vegetação local.
Incidentes em sequência
Além desse episódio, o vazamento na Mina de Viga ocorreu menos de 24 horas após incidente semelhante na Mina de Fábrica, também operada pela Vale.
No caso anterior, o MPF já havia solicitado bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão, que segue em análise judicial.
Nesse contexto, a repetição de ocorrências aumentou a sensibilidade do mercado em relação ao risco ambiental da companhia.
Impacto para VALE3
Por ora, o novo pedido não altera a operação imediata da mineradora.
No entanto, ele eleva o ruído jurídico e adiciona incertezas relevantes no curto prazo.
Assim, investidores tendem a acompanhar os desdobramentos legais, o que pode gerar volatilidade adicional nas ações.