Cenário incerto

Natura (NATU3) decepciona no 1º tri e JPMorgan dispara alerta: “não há conserto rápido”

Banco mantém recomendação de venda após prejuízo crescer e recuperação seguir cercada de dúvidas.

Acoes da Natura NTCO3 vale investir
Acoes da Natura NTCO3 vale investir
  • Natura (NATU3) teve recomendação de venda mantida pelo JPMorgan
  • Banco afirmou que recuperação da companhia segue incerta
  • Prejuízo líquido subiu para R$ 445 milhões no 1º trimestre

A Natura (NATU3) registrou um primeiro trimestre considerado fraco pelo JPMorgan, que decidiu manter recomendação de venda para as ações da companhia após o prejuízo líquido subir para R$ 445 milhões no período.

Além disso, o banco afirmou que os preços atuais dos papéis ainda não compensam adequadamente os riscos envolvidos na tese da empresa. Com isso, investidores seguem monitorando os desafios operacionais e a recuperação do consumo.

Consumo fraco pressiona resultados

Segundo os analistas, o desempenho da companhia foi impactado pelo ambiente mais fraco de consumo no Brasil, dificuldades operacionais na Argentina e despesas extraordinárias ligadas à reorganização interna.

Dessa forma, o banco entende que, embora parte dos efeitos negativos seja temporária, a retomada das receitas continua cercada de incertezas.

Ao mesmo tempo, o JPMorgan destacou que o relançamento da Avon ainda está em estágio inicial e que o Nordeste, principal região da venda direta da companhia, segue apresentando demanda mais fraca.

Além disso, a operação argentina ainda enfrenta riscos relacionados à migração de canais e à implementação do sistema SAP prevista para junho.

Margens seguem abaixo da pressão

Mesmo desconsiderando efeitos extraordinários, o banco calcula que a margem Ebitda ficaria próxima de 12%, abaixo dos 14,1% registrados em 2025. Por isso, os analistas avaliam que a companhia precisará acelerar recuperação de receitas para recompor rentabilidade.

Por outro lado, a empresa afirmou que as economias geradas pela reestruturação operacional devem começar a aparecer a partir do segundo semestre de 2026.

Agora, investidores acompanham os próximos balanços para avaliar se a companhia conseguirá recuperar vendas, margens e confiança do mercado.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.