
- Bitcoin (BTC) sobe 1,88% e se destaca em março mesmo com crise global
- Ouro cai mais de 11% e surpreende negativamente o mercado
- Renda fixa lidera ganhos com IMA-B5 e IMA-S acima de 1%
A escalada da guerra no Oriente Médio mexeu com praticamente todos os ativos em março. Ainda assim, um investimento conseguiu escapar do cenário negativo e surpreendeu o mercado.
O Bitcoin terminou o mês no positivo, mesmo com forte aversão ao risco e pressão global sobre bolsas e commodities.
Cripto ressurge como proteção
O Bitcoin avançou 1,88% em março, em reais, contrariando a tendência de queda vista em outros ativos.
Ao mesmo tempo, o movimento marcou uma mudança importante na leitura do mercado.
Isso porque a criptomoeda voltou a ser vista como possível reserva de valor em momentos de incerteza.
Renda fixa segura o jogo
Enquanto isso, a renda fixa manteve desempenho positivo ao longo do mês.
O IMA-B5 subiu 1,39%, refletindo títulos atrelados à inflação.
Já o IMA-S avançou 1,27%, acompanhando a dinâmica da Selic.
Na prática, investidores migraram para ativos mais previsíveis diante da turbulência global.
Ouro decepciona e vira surpresa negativa
Por outro lado, o ouro caiu 11,56% em março, após meses de alta consecutiva.
O movimento pegou o mercado de surpresa, já que o metal costuma subir em momentos de crise.
Ainda assim, a queda reflete realização de lucros e ajustes técnicos após forte valorização recente.
Bolsas globais sofrem com guerra
No campo de risco, o cenário foi amplamente negativo.
O Ibovespa recuou 0,70%, mostrando alguma resiliência frente ao exterior.
Já índices globais tiveram perdas mais fortes, com quedas próximas de 5% nos EUA.
Além disso, setores como varejo e construção concentraram as maiores perdas no Brasil.
Dólar e Treasuries seguem no radar
O dólar avançou cerca de 0,87%, reforçando o movimento de proteção.
Ao mesmo tempo, houve migração relevante para títulos do Tesouro americano.
Dessa forma, o fluxo global priorizou segurança diante da instabilidade geopolítica.