Expectativas sempre altas

Nvidia (NVDC34) bate previsões mas decepciona investidores e ações travam

Receita cresce forte com demanda por inteligência artificial, porém reação morna frustra Wall Street.

placa em frente a bolsa de valores de nova york sinaliza wall street
placa em frente a bolsa de valores de nova york sinaliza wall street
  • Receita subiu 94% e superou projeções do mercado
  • Guidance indica vendas de US$ 78 bilhões no próximo trimestre
  • Mercado reagiu pouco por expectativas extremamente elevadas

A Nvidia (NVDC34) divulgou resultados acima das estimativas para o trimestre encerrado em janeiro e também projetou receitas futuras superiores ao consenso. Mesmo assim, o mercado reagiu pouco e os papéis ficaram praticamente estáveis após a divulgação.

O motivo foi simples. Investidores passaram a esperar surpresas cada vez maiores da empresa líder em chips de inteligência artificial e, portanto, números apenas fortes não foram suficientes para impulsionar a cotação.

Crescimento segue acelerado

A receita trimestral atingiu US$ 68,13 bilhões, alta de 94% em um ano e acima da expectativa de US$ 66,21 bilhões. Além disso, o lucro ajustado chegou a US$ 1,62 por ação, também superior ao consenso de US$ 1,53.

Para o trimestre seguinte, a companhia projeta US$ 78 bilhões em vendas, enquanto o mercado esperava cerca de US$ 72,6 bilhões. Ou seja, a demanda por infraestrutura de inteligência artificial continua extremamente forte.

Segundo a gestão, gigantes de tecnologia seguem investindo pesado em data centers e processadores. Esse movimento sustenta a tese de crescimento estrutural da empresa.

Por que a ação não reagiu

Apesar dos números robustos, o mercado queria mais. A empresa acumula uma sequência longa de resultados positivos e, por isso, o patamar de expectativa ficou muito elevado.

Executivos afirmaram que não pretendem priorizar dividendos agora. Em vez disso, a companhia continuará direcionando recursos para expansão do ecossistema de IA e aumento de capacidade produtiva.

Além disso, há limitações importantes. A previsão não considera receitas relevantes vindas da China, devido às restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos, o que limita parte do potencial no curto prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.