
- Empresa busca alternativas e pede suspensão de dívidas na Justiça
- Oncoclínicas (ONCO3) caiu mais de 8% após fim de acordo com Porto e Fleury
- A empresa cancelou o aporte de R$ 1 bilhão após identificar impasses e riscos
A Oncoclínicas (ONCO3) sofreu forte queda na Bolsa após o fim das negociações com Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3), que desistiram de investir na companhia. O movimento reforça a preocupação do mercado com a situação financeira da empresa.
Por volta das 10h20, os papéis da companhia caíam 8,13%, a R$ 1,13, enquanto Porto recuava levemente e Fleury avançava, indicando reação negativa concentrada na empresa de oncologia.
Acordo bilionário fracassa
O acordo previa um aporte conjunto de R$ 500 milhões, além da emissão de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis, totalizando R$ 1 bilhão para fortalecer o caixa da empresa.
No entanto, Porto e Fleury decidiram não renovar o período de exclusividade das negociações. Com isso, a Oncoclínicas afirmou que voltará a analisar alternativas estratégicas que ficaram fora da mesa durante o processo.
Segundo analistas, o fracasso da operação já era esperado. A complexidade da transação e os riscos identificados durante a due diligence pesaram na decisão.
Endividamento pressiona decisão
Analistas do mercado apontam que o elevado nível de endividamento e possíveis passivos fora do balanço dificultaram o avanço das negociações.
Além disso, a relação risco-retorno não teria sido considerada atrativa para empresas mais capitalizadas como Porto e Fleury. Esse cenário reforça a leitura de que a reestruturação da Oncoclínicas será mais desafiadora.
Ao mesmo tempo, a companhia informou que busca alternativas para reorganizar sua estrutura financeira, mas ainda sem clareza sobre novos investidores.
Próximos passos e risco jurídico
A Oncoclínicas também entrou com pedido na Justiça para suspender cláusulas de vencimento antecipado de dívidas, tentando ganhar tempo para reorganizar seu passivo.
Mesmo assim, o mercado mantém cautela. Analistas destacam que a visibilidade sobre o futuro da companhia permanece limitada, com riscos relevantes para sua estrutura de capital e operação.
O cenário segue pressionado, e novos desdobramentos devem definir o rumo da empresa nos próximos meses.