Risco elevado

Oncoclínicas (ONCO3) recebe aporte, mas JP Morgan mantém cautela e vê risco elevado

Banco reforça recomendação de venda após crédito e mudança na governança.

Oncoclinica Porto Alegre recebe certificacao internacional da Joint Commission
Oncoclinica Porto Alegre recebe certificacao internacional da Joint Commission
  • Oncoclínicas (ONCO3) aprova crédito de até R$ 150 milhões para manter operação
  • Mudanças no conselho abrem espaço para novos investidores
  • JP Morgan mantém recomendação de venda e vê risco elevado

A Oncoclínicas (ONCO3) segue sob pressão após aprovar um financiamento de até R$ 150 milhões para normalizar o estoque de medicamentos. Mesmo assim, o JP Morgan manteve recomendação de venda (underweight) para o papel.

Além disso, o banco avalia que a operação resolve um problema imediato, mas não elimina os riscos estruturais da companhia.

Empréstimo garante operação, mas não resolve estrutura

A empresa estruturou o crédito com apoio da MAK Capital e da Lumina. O valor final depende das garantias de recebíveis junto a hospitais e seguradoras.

Além disso, o recurso busca destravar vendas e manter a cadeia de suprimentos ativa. Isso evita impacto direto na receita no curto prazo.

Por outro lado, o mercado espera juros elevados na operação, refletindo o risco financeiro da companhia.

Governança muda e abre espaço para investidores

A operação trouxe mudanças imediatas no conselho. Executivos deixaram cargos e novos nomes ligados aos financiadores assumiram posições estratégicas.

Além disso, a expectativa é de maior disciplina financeira e controle de gastos. Isso pode acelerar a reestruturação da empresa.

Assim, o movimento pode abrir caminho para entrada de novos investidores no capital.

Endividamento e incerteza mantêm pressão

O JP Morgan destaca que a situação financeira segue delicada. A companhia já conta com proteção judicial contra cobranças imediatas de credores.

Além disso, o próximo gatilho será a assembleia do dia 30 de abril, quando investidores aguardam definições sobre novos aportes.

Mesmo com avanços, o banco mantém postura cautelosa. O preço de referência de R$ 1,39 reforça o cenário de risco elevado para ONCO3.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.