Ouro dispara, prata rompe recorde e mercado corre para ativos de segurança após tombo da tecnologia

Metais reagem ao dólar enfraquecido, ao corte de juros do Fed e ao pânico provocado pelas big techs em Nova York.

Barras de ouro - Reprodução: Redes sociais
Barras de ouro - Reprodução: Redes sociais
  • Metais caminham para o melhor desempenho desde 1979
  • Ouro sobe 2% e prata salta quase 6% com dólar fraco e corte do Fed
  • Queda das ações de tecnologia acelera busca por proteção

O ouro subiu 2% e a prata avançou quase 6% nesta quinta-feira (11). O movimento ganhou força com o dólar fraco e com a busca por segurança após mais uma rodada de perdas pesadas entre as ações de tecnologia em Nova York.

O corte de 25 pontos-base anunciado pelo Federal Reserve também ampliou o apelo dos metais, já que juros menores costumam estimular a procura por ativos não atrelados a rendimentos.

Metais sobem com dólar enfraquecido

Na Comex (Nymex), o ouro para fevereiro fechou em US$ 4.313, alta de 2,09%. Já a prata para março saltou 5,84%, marcando recorde histórico ao encerrar o dia em US$ 64,592.

O movimento refletiu o dólar mais fraco e, além disso, a queda dos rendimentos dos Treasuries.

Esses dois fatores reforçaram o fluxo para os metais, que ganharam tração desde o início da semana.

O ambiente favorável também surgiu após novos sinais de desaceleração no mercado de trabalho dos EUA.

Queda das techs acelera corrida por proteção

O tombo das ações de tecnologia, impulsionado pelo balanço da Oracle, intensificou a aversão ao risco.

O relatório reacendeu dúvidas sobre os retornos da IA, sobretudo diante dos gastos elevados do setor. Assim, investidores migraram para ouro e prata como proteção imediata.

Analistas afirmam que o ciclo de cortes do Fed tem sido decisivo para o avanço dos metais. Isso porque juros menores reduzem o apelo de ativos que pagam rendimento.

Melhor desempenho desde 1979

Segundo o MUFG, o ouro caminha para alta superior a 60% em 2025, enquanto a prata já mais que dobrou no ano.

A demanda de bancos centrais, a entrada de recursos em ETFs e a saída de investidores dos títulos soberanos reforçam essa tendência.

Esses fatores consolidam o setor como um dos destaques do ano, com chances de seguir firme caso o ambiente global permaneça volátil.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.