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Ouro recua e acende alerta; juros altos e tensão global mudam cenário

Metal cai ao menor nível em quase um mês com pressão do Fed e conflito no Oriente Médio.

REUTERS/Alexander Manzyuk
REUTERS/Alexander Manzyuk
  • Ouro cai para mínima de quase um mês
  • Juros altos nos EUA pressionam o metal
  • Tensão no Oriente Médio mantém volatilidade

O ouro voltou a cair forte nesta quarta-feira (29).

Com isso, o metal encostou na faixa de US$ 4.500, atingindo o menor patamar em quase um mês.

Juros dos EUA pressionam o metal

O mercado aguarda a decisão do Federal Reserve.

Nesse sentido, a expectativa de juros elevados por mais tempo reduz a atratividade do ouro.

Isso acontece porque o metal não paga rendimento, o que pesa em cenários de taxa alta.

Geopolítica segue no radar

Ao mesmo tempo, o conflito entre Estados Unidos e Irã continua sem solução.

Além disso, o bloqueio naval americano aumenta a tensão no Oriente Médio.

Por outro lado, o mercado já começa a precificar um conflito mais longo.

Petróleo e inflação entram na conta

Com a alta do petróleo, cresce a pressão inflacionária global.

Assim, investidores passam a projetar juros elevados por mais tempo.

Esse cenário, portanto, cria um ambiente negativo para o ouro.

Metais seguem tendência de baixa

Na Comex, o ouro caiu 1%, fechando a US$ 4.561,5 por onça-troy.

Enquanto isso, a prata recuou 2,3%, ampliando o movimento de correção.

Dessa forma, o setor de metais segue pressionado no curto prazo.

Mercado espera novos gatilhos

Segundo o Saxo Bank, a queda não reflete fraqueza estrutural.

Na prática, o movimento está ligado à mudança no cenário macro.

Por fim, uma possível reabertura do Estreito de Ormuz pode virar o jogo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.