
- Ouro sobe 0,75% e tenta recuperação após forte queda
- Juros elevados nos EUA limitam avanço do metal
- Riscos geopolíticos ainda sustentam demanda por proteção
O ouro voltou a subir e ensaiou recuperação no mercado internacional. O movimento ganhou apoio de compras oportunistas e da busca por proteção em meio às tensões geopolíticas.
Além disso, o avanço encontrou resistência. Juros elevados nos Estados Unidos e temores inflacionários limitaram o fôlego do metal.
Alta vem após forte correção recente
O ouro avançou 0,75%, encerrando a US$ 4.526 por onça-troy. A prata também subiu e registrou alta de 1,11%.
Além disso, investidores voltaram às compras após uma queda superior a 10% no mês. Esse movimento atraiu capital oportunista.
Assim, o metal reagiu depois de uma sequência negativa. Mesmo assim, ainda acumula perdas relevantes no período.
Juros altos seguem como principal barreira
A política monetária nos Estados Unidos continua pressionando o ouro. Juros elevados aumentam a atratividade dos títulos públicos.
Além disso, a alta do petróleo reforça preocupações com a inflação. Esse cenário sustenta a expectativa de juros altos por mais tempo.
Portanto, o ambiente limita ganhos mais fortes. O ouro perde espaço frente a ativos que geram rendimento.
Geopolítica sustenta, mas não resolve
Os riscos globais ainda sustentam a demanda por proteção. Tensões no Oriente Médio mantêm o ouro no radar dos investidores.
Além disso, fluxos de bancos centrais seguem relevantes. Movimentos recentes, como vendas de reservas por alguns países, também influenciam os preços.
Assim, o metal encontra suporte estrutural. No entanto, juros elevados continuam impedindo uma alta mais consistente.