Reação

Petrobras (PETR3; PETR4) aumenta combustível e pode ganhar bilhões; mas ação cai e intriga mercado

Alta do QAV reforça receita, porém queda do petróleo fala mais alto e pressiona papéis.

PETROBRAS gdi 6
PETROBRAS gdi 6
  • Petrobras (PETR4; PETR3) pode ganhar R$ 10 bilhões com alta do QAV
  • Queda do petróleo derruba ações mesmo com notícia positiva
  • Setor inteiro acompanha movimento negativo no pregão

A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou um forte aumento no preço do querosene de aviação (QAV). Em tese, a medida deveria impulsionar receitas e melhorar resultados.

Mesmo assim, o mercado reagiu na direção oposta, e as ações entraram em queda.

Reajuste bilionário entra no radar

A Petrobras elevou o preço do QAV em 54,8%, movimento que pode gerar impacto relevante.

Segundo estimativas, o reajuste pode adicionar cerca de R$ 10 bilhões em receitas entre abril e dezembro.

Além disso, o combustível já representava R$ 24,7 bilhões em faturamento em 2025.

Mercado ignora efeito positivo

Apesar do ganho potencial, investidores não reagiram à notícia.

Isso acontece porque parte desse impacto já estava precificado após a alta recente dos papéis.

Nesse sentido, o mercado passou a focar em fatores mais imediatos.

Petróleo em queda muda o jogo

Ao mesmo tempo, o petróleo recuou no mercado internacional.

O Brent caiu mais de 2%, voltando à faixa próxima de US$ 100 por barril.

Esse movimento ocorreu após sinais de possível fim da guerra no Oriente Médio.

Curto prazo pesa mais que fundamentos

Na prática, o mercado priorizou o movimento do petróleo.

Por outro lado, o impacto positivo do QAV tende a aparecer apenas nos próximos trimestres.

Dessa forma, investidores preferiram reduzir posição no curto prazo.

Petrobras suaviza alta e cria saída para evitar choque na aviação

Após repercussão do aumento, a Petrobras decidiu reduzir o impacto imediato do reajuste no querosene de aviação.

A companhia permitirá um aumento de 18% em abril, abaixo dos 54,8% previstos em contrato, o que diminui a pressão inicial sobre o setor.

Ao mesmo tempo, a estatal autorizou o parcelamento da diferença em até seis vezes, com início apenas em julho de 2026, o que dá fôlego financeiro às distribuidoras e evita repasses abruptos para as passagens aéreas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.