
- A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis multou a Petrobras (PETR4) na Margem Equatorial
- Falha crítica envolve manutenção de bombas de combate a incêndio na sonda
- Multa pode chegar a R$ 2 milhões, mas empresa ainda tem direito de defesa
A Petrobras (PETR3; PETR4) foi autuada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) após fiscalização na sonda ODN-II, utilizada na perfuração do poço Morpho, na Margem Equatorial brasileira.
Segundo a agência reguladora, a equipe técnica identificou uma não conformidade crítica no sistema de segurança operacional, e a agência pode aplicar multa de até R$ 2 milhões, embora a estatal ainda tenha direito de defesa.
Falha envolve sistema de combate a incêndio
A equipe identificou a irregularidade durante uma auditoria no Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional da plataforma.
De acordo com a ANP, houve desvio nos planos e procedimentos de teste, inspeção e manutenção das bombas de combate a incêndio da instalação.
Por isso, a agência classificou o problema como não conformidade crítica, resultando no auto de infração contra a Petrobras (PETR4).
Multa não está ligada a vazamento
A ANP destacou que a autuação não está relacionada ao vazamento de fluido de perfuração ocorrido em 4 de janeiro.
Esse incidente havia provocado suspensão das operações por quase um mês na região da bacia da Foz do Amazonas.
Segundo a agência, o processo atual trata exclusivamente das falhas identificadas durante a fiscalização da sonda.
Petrobras terá prazo para correções
Além da autuação, a ANP determinou que a Petrobras (PETR4) corrija outras irregularidades identificadas na auditoria.
Os prazos estabelecidos variam entre 30 e 90 dias, dependendo da gravidade de cada problema.
Enquanto isso, a estatal poderá apresentar defesa administrativa antes da definição da penalidade final.