Desalinhamento?

Petrobras (PETR4) entra na mira do TCU após explosão nos dividendos e corte de investimentos

Tribunal apontou que estatal pagou mais proventos e reduziu aportes abaixo do previsto no plano estratégico.

Petrobras PETR4
  • Petrobras (PETR4) entrou na mira do TCU por política financeira
  • Tribunal apontou alta nos dividendos e corte de investimentos
  • Mercado monitora governança, dívida e estratégia da estatal

A Petrobras (PETR4) passou a enfrentar pressão adicional após o Tribunal de Contas da União (TCU) afirmar que a companhia executou uma política financeira desalinhada de seu próprio plano estratégico em 2024.

Segundo o tribunal, a estatal elevou fortemente o pagamento de dividendos enquanto reduziu investimentos considerados prioritários para expansão e operação da companhia.

Petrobras (PETR4) pagou mais dividendos e investiu menos

De acordo com o relatório, os dividendos distribuídos ficaram 88% acima do inicialmente previsto pela companhia.

Além disso, os investimentos terminaram o ano 39% abaixo da meta original, enquanto os pagamentos de dívidas também superaram as projeções feitas pela estatal.

Para o TCU, houve uma “inversão de prioridades” na gestão financeira, já que o plano estratégico previa maior direcionamento de caixa para projetos operacionais e expansão da produção.

Mercado acompanha riscos sobre governança e dívida

O tribunal também destacou aumento da dívida bruta da estatal, que atingiu US$ 64,7 bilhões no primeiro trimestre de 2025, além da piora em indicadores operacionais e financeiros.

Ao mesmo tempo, o TCU evitou aplicar punições, mas recomendou medidas para fortalecer a governança financeira da companhia, incluindo limites mais claros para dividendos, investimentos e endividamento.

Enquanto isso, a Petrobras afirmou que as decisões seguiram critérios de sustentabilidade financeira, disciplina de capital e adaptação ao cenário do mercado global de petróleo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.