Transição mais justa

Petrobras (PETR4): Magda diz que abandonar petróleo às pressas pode custar caro ao Brasil

Presidente da estatal defende equilíbrio entre transição energética e segurança energética após conflito no Oriente Médio.

Magda Petrobras
Rafael Pereira / Agência Petrobras
  • Petrobras (PETR3; PETR4) registrou produção recorde de 3,23 milhões de barris por dia
  • Magda Chambriard defendeu uma transição energética gradual
  • Conflito no Oriente Médio recolocou o petróleo no centro do debate global

A Petrobras (PETR3; PETR4) voltou ao centro do debate sobre energia após declarações da presidente da companhia, Magda Chambriard, durante o Fórum Jurídico de Lisboa. A executiva afirmou que o petróleo não pode ser descartado de forma acelerada em nome da transição energética.

Além disso, Magda destacou que a recente guerra entre Estados Unidos e Irã reforçou a importância da segurança energética global, colocando novamente o petróleo em posição estratégica para diversos países.

Petrobras defende transição sem abandonar petróleo

Segundo a presidente da estatal, o Brasil precisa equilibrar o avanço das fontes renováveis com a manutenção de sua produção de petróleo. Para ela, substituir rapidamente uma fonte energética consolidada pode gerar custos elevados para a economia.

Além disso, Magda afirmou que o país construiu ao longo de décadas uma matriz energética mais limpa, impulsionada pelo etanol e pelo biodiesel. Ainda assim, ressaltou que o petróleo continua sendo o principal produto de exportação brasileiro.

Enquanto isso, a Petrobras (PETR4) segue ampliando sua produção. A companhia registrou produção recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia no primeiro trimestre de 2026, alcançando um novo marco operacional.

Guerra reforça debate sobre segurança energética

A executiva também destacou que a transição energética exigiria investimentos expressivos. Segundo suas estimativas, seriam necessários cerca de R$ 1,2 trilhão por ano durante 25 anos para acelerar a substituição das fontes fósseis no ritmo defendido por parte do mercado.

Por outro lado, Magda acredita que o conflito no Oriente Médio pode acabar acelerando o desenvolvimento de novas tecnologias energéticas. No entanto, ela avalia que esse processo ainda levará anos para produzir efeitos significativos na matriz global.

Além disso, a presidente da Petrobras afirmou que os impactos da guerra sobre o mercado de petróleo podem persistir mesmo após o fim das hostilidades. Para ela, planejamento energético e segurança de abastecimento precisam caminhar juntos para evitar desequilíbrios econômicos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.