
- Goldman Sachs vê espaço para novos aumentos no diesel da Petrobras (PETR4)
- Mesmo após reajuste, preço ainda está até 32% abaixo da paridade internacional
- Brasil depende de cerca de 25% de diesel importado
A Petrobras (PETR3;PETR4) pode realizar novos aumentos no preço do diesel nas próximas semanas, segundo avaliação do Goldman Sachs.
Mesmo após o reajuste anunciado de R$ 0,38 por litro nas refinarias, o banco afirma que o preço local ainda permanece bem abaixo do mercado internacional.
Preço ainda está distante da paridade internacional
De acordo com o Goldman Sachs, o reajuste não eliminou a diferença entre os preços do Brasil e do exterior.
Após o aumento, o diesel da Petrobras (PETR4) ainda deve permanecer cerca de 32% abaixo da paridade de importação.
Mesmo considerando o subsídio de R$ 0,32 por litro anunciado pelo governo, a defasagem ainda ficaria próxima de 27%.
Defasagem pode afetar importações
Analistas alertam que um grande descolamento entre preços domésticos e internacionais cria distorções no mercado.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 25% do diesel consumido no país.
Se os preços locais ficarem muito abaixo do mercado global, importadores independentes podem reduzir as compras, o que aumenta o risco de desabastecimento.