Nova projeção

Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e Brava (BRAV3): após disparada, quem ainda tem espaço?

BBI eleva preços-alvo, mas alerta que boa parte da alta já foi precificada.

Crédito: Depositphotos
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  • Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) seguem neutras mesmo com petróleo mais alto
  • Brava (BRAV3) ganha destaque com expectativa de crescimento futuro
  • BBI eleva preços-alvo, mas vê pouco espaço após rali das ações

O Bradesco BBI revisou para cima suas estimativas para o petróleo e elevou os preços-alvo de petroleiras como Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3). Mesmo assim, o banco destaca que o mercado já incorporou grande parte do cenário positivo.

A nova projeção considera o Brent a US$ 85 em 2026, acima dos US$ 63 anteriores. Ainda assim, o banco optou por manter cautela, com poucas mudanças nas recomendações.

Petrobras e PRIO ficam para trás no curto prazo

No caso da Petrobras (PETR4), o preço-alvo subiu para cerca de R$ 50, mas a recomendação segue neutra. Segundo o banco, o papel já reflete boa parte do cenário, mesmo com dividend yield estimado em 6,5%.

Além disso, a estatal se beneficia de um Brent entre US$ 80 e US$ 90, que equilibra geração de caixa e risco político. Ainda assim, isso não foi suficiente para justificar uma visão mais otimista.

Já a PRIO (PRIO3) teve preço-alvo elevado para R$ 69, mas também manteve recomendação neutra. O banco vê potencial de alta de cerca de 18%, limitado após a valorização recente.

Brava ganha destaque entre brasileiras

Entre as companhias brasileiras, a Brava Energia (BRAV3) aparece com visão mais positiva. O preço-alvo subiu para R$ 27, impulsionado por expectativas de forte crescimento do Ebitda a partir de 2027.

Além disso, a redução dos efeitos de hedges deve aumentar a exposição ao petróleo. Isso pode destravar geração de caixa mais robusta nos próximos anos.

Mesmo assim, o banco ressalta que a volatilidade do petróleo ainda é elevada, o que exige cautela no curto prazo.

América Latina entra no radar global

O Bradesco BBI também destaca que países como Brasil e Argentina podem se beneficiar de mudanças nas rotas globais de petróleo, já que não dependem do Estreito de Ormuz.

Por outro lado, novas revisões dependerão do cenário geopolítico.

Assim, o comportamento do petróleo seguirá como principal driver para as ações.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.