
- Itaú BBA eleva preços-alvo de petroleiras com risco geopolítico
- Petrobras (PETR4) sobe para R$ 64 e mantém recomendação de compra
- PRIO (PRIO3) vira neutra após alta forte e preço-alvo salta para R$ 74
O Itaú BBA elevou os preços-alvo de petroleiras brasileiras após revisar o cenário global de petróleo. Assim, o banco incorporou um prêmio de risco geopolítico mais alto, diante da escalada de tensões envolvendo o Irã.
Além disso, o movimento ocorre após forte valorização das ações do setor. Com isso, o banco reconhece que suas estimativas anteriores ficaram defasadas frente ao novo patamar do petróleo.
Preços sobem e recomendações mudam
Diante desse cenário, o Itaú revisou suas projeções e manteve recomendação de compra para a Petrobras (PETR3; PETR4). Ao mesmo tempo, ajustou o preço-alvo de R$ 43 para R$ 64.
Além disso, o banco elevou a recomendação da PRIO (PRIO3) para neutra, após uma forte alta acumulada no ano. O preço-alvo também subiu de R$ 51 para R$ 74.
Por outro lado, a PetroReconcavo (RECV3) manteve recomendação neutra, com preço-alvo revisado de R$ 13 para R$ 16.
Guerra entra no modelo
Segundo o banco, o novo cenário considera preços médios do Brent em US$ 80 em 2026, US$ 75 em 2027 e US$ 70 no longo prazo. Dessa forma, as projeções refletem um ambiente mais pressionado.
Além disso, o Itaú destaca que o prêmio de risco deve persistir. Mesmo que o conflito arrefeça, o mercado tende a manter cautela.
Enquanto isso, a volatilidade segue elevada. Portanto, empresas mais expostas ao preço do petróleo, como a PRIO, ganham destaque no curto prazo.