Caixa forte

Petrobras (PETR4) surpreende com caixa forte e dividendos acima do esperado; bancos mantêm compra

Geração de caixa supera previsões e distribuição de R$ 8,1 bilhões anima mercado.

Foto/Reprodução Petrobras
Foto/Reprodução Petrobras
  • Petrobras (PETR4) gerou US$ 10,2 bilhões de caixa operacional no 4T25, acima das projeções
  • Dividendos de R$ 8,1 bilhões vieram 15% acima do esperado pelo mercado
  • Bancos mantêm recomendação de compra para as ações da estatal

A Petrobras (PETR4) divulgou o balanço do 4º trimestre de 2025 com números considerados positivos pelo mercado, mesmo após a queda do preço do petróleo no período.

A estatal registrou lucro de US$ 2,9 bilhões no trimestre, revertendo o prejuízo de US$ 2,78 bilhões registrado um ano antes.

Caixa forte vira destaque do balanço

O Ebitda ajustado da Petrobras (PETR4) ficou em US$ 11,1 bilhões, praticamente em linha com as projeções de analistas.

Além disso, o fluxo de caixa operacional alcançou US$ 10,2 bilhões, superando as estimativas do Itaú BBA em cerca de 14%.

Segundo os bancos, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção e pela força do segmento de refino, mesmo com a queda do Brent.

Dividendos surpreendem o mercado

O ponto que mais chamou atenção foi a proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao 4T25.

Além disso, o valor ficou cerca de 15% acima das expectativas do mercado, segundo análise do Itaú BBA.

Portanto, para o BTG Pactual, a surpresa positiva veio após liberação de capital de giro compensar saídas de caixa extraordinárias, como o leilão da PPSA e o acordo de unitização de Jubarte.

Bancos reiteram recomendação de compra

Após o balanço, bancos e casas de análise mantiveram visão positiva para as ações da Petrobras (PETR4).

  • Itaú BBA: recomendação Outperform, preço-alvo R$ 43
  • BTG Pactual: recomendação Compra, preço-alvo US$ 15 (ADR)
  • Eleven Financial: recomendação Compra, preço-alvo R$ 41
  • XP: recomendação Compra, preço-alvo R$ 48

Por fim, analistas destacam que a combinação de crescimento no pré-sal, disciplina de capital e forte geração de caixa continua sustentando a tese de investimento na estatal.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.