
- Petrobras (PETR4) afirmou que evita reajustes bruscos nos combustíveis.
- Guerra no Oriente Médio levou o petróleo Brent acima de US$ 100.
- Estatal ampliou produção e registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no trimestre.
A Petrobras (PETR4) afirmou que não pretende realizar mudanças abruptas nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo após a forte disparada do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
Segundo a presidente Magda Chambriard, a estratégia da estatal neste momento é ampliar a produção de derivados para garantir segurança energética e reduzir impactos sobre o mercado doméstico.
Guerra elevou pressão global
Os conflitos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel pressionaram fortemente os preços internacionais do petróleo nas últimas semanas.
Além disso, bloqueios e tensões no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, reduziram a oferta global e elevaram o preço do barril Brent para patamares acima de US$ 100.
Nesse cenário, Chambriard afirmou que a Petrobras monitora continuamente o mercado, mas destacou que repasses bruscos aos consumidores não fazem parte da estratégia atual da companhia.
Etanol ajuda a segurar gasolina
A presidente também destacou que a concorrência com o etanol ajuda a limitar pressões sobre a gasolina no Brasil.
Segundo a executiva, a recente queda nos preços do etanol influencia diretamente a dinâmica do mercado doméstico, principalmente por conta da ampla frota flex do país.
Enquanto isso, a estatal reforçou que a produção nacional de gasolina segue suficiente para atender grande parte da demanda brasileira.
Produção bate recorde
Ao mesmo tempo, a companhia destacou forte desempenho operacional no primeiro trimestre de 2026.
A produção de óleo e gás cresceu 16,1% na comparação anual, enquanto o fator de utilização das refinarias atingiu o maior nível desde 2014.
Além disso, a Petrobras registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no trimestre e ampliou investimentos em mais de 25% frente ao mesmo período do ano passado.
Mercado acompanha preços e dividendos
Mesmo com a pressão do petróleo internacional, a estatal segue mantendo forte geração de caixa e elevada distribuição de dividendos aos acionistas.
Nesse cenário, investidores continuam monitorando os próximos movimentos da política de preços, evolução da guerra no Oriente Médio e impactos sobre margens e combustíveis no Brasil.