
- PETR4 fica no zero mesmo com Brent acima de US$ 83
- Aversão global limita reação das petroleiras
- Defasagem de até 23% nos combustíveis reacende debate sobre reajustes
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam próximas da estabilidade nesta terça-feira (3), mesmo com o Brent saltando mais de 7% e superando US$ 83 o barril. O conflito no Oriente Médio elevou o prêmio do petróleo, porém o mercado acionário sofre com forte aversão a risco.
Por volta das 12h15, PETR3 subia 0,34%, enquanto PETR4 recuava 0,12%. Apesar da disparada da commodity, o setor de óleo e gás mostra desempenho contido na sessão.
Aversão global limita reação
Embora o petróleo avance com a escalada entre EUA, Israel e Irã, o fluxo estrangeiro reduz exposição a ativos de risco. Assim, mesmo empresas exportadoras não conseguem descolar totalmente do Ibovespa.
Segundo analistas, a leitura precisa considerar o desempenho relativo. Enquanto o índice cai mais de 4%, as petroleiras registram perdas menores ou estabilidade, o que indica resiliência.
Portanto, o movimento não reflete fraqueza específica da companhia, mas sim o ambiente global mais defensivo.
Defasagem reacende debate sobre preços
Além disso, a alta do Brent amplia a defasagem nos combustíveis. Estimativas indicam que a gasolina está cerca de 18% abaixo da paridade internacional, enquanto o diesel apresenta diferença próxima de 23%.
Esse cenário aumenta a pressão para eventual reajuste, embora a Petrobras possa adotar estratégia comercial própria e não seguir automaticamente as paridades estimadas pelo mercado.
Assim, mesmo com petróleo em disparada, investidores ponderam riscos regulatórios e decisões de preço antes de impulsionar as ações.