
- Petróleo dispara mais de 55% em março com guerra no Oriente Médio
- Brent supera US$ 110 e risco de oferta domina o mercado
- Cenários extremos apontam barril podendo chegar a US$ 150
O petróleo voltou a subir e ampliou o rali em março. O movimento reflete a escalada da guerra no Oriente Médio, que já entra na quinta semana sem sinal de trégua.
Além disso, o mercado já opera com o Brent acima de US$ 110, enquanto investidores avaliam riscos crescentes para a oferta global da commodity.
Alta mensal impressiona e acende alerta
O Brent fechou em alta de 0,18%, a US$ 112,78, enquanto o WTI subiu 3,25%, a US$ 102,88. No mês, os ganhos ultrapassam 57% e 55%, respectivamente.
Além disso, essa valorização ocorre em ritmo acelerado. O salto coloca o petróleo entre os ativos com melhor desempenho global em 2026.
Assim, o mercado já começa a precificar um cenário mais estressado. A volatilidade aumentou e deve seguir elevada.
Guerra amplia risco na oferta global
A alta ganhou força após novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. Declarações sobre possíveis ataques a infraestruturas energéticas elevaram o risco.
Além disso, ataques no fim de semana ampliaram o alcance do conflito. O cenário aumentou o temor de interrupções no fornecimento.
Portanto, investidores passaram a monitorar pontos críticos. A oferta global entrou no centro das atenções.
Estreitos estratégicos viram foco do mercado
Rotas como o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb concentram grande parte do fluxo global de petróleo. Qualquer bloqueio pode gerar choque imediato.
Além disso, analistas já trabalham com cenários extremos. O barril pode chegar a US$ 150 em caso de disrupção prolongada.
Assim, o mercado ajusta expectativas. A combinação de petróleo caro e juros elevados ganha força no radar global.