
- Brasil, Guiana e Argentina liderarão crescimento petrolífero da região
- Pré-sal brasileiro sustenta produção recorde de 3,77 milhões bpd
- Nova oferta global pode pressionar preços e redirecionar investimentos
O mapa do petróleo na América Latina começou a virar. Brasil, Guiana e Argentina devem liderar o crescimento regional da produção já a partir de 2026.
Analistas estimam mais de 700 mil barris/dia adicionais na oferta, superando inclusive a expansão prevista da Venezuela.
Quem está puxando a produção
O Brasil já produz cerca de 3,77 milhões de barris por dia, muito acima dos concorrentes. O avanço vem do pré-sal, responsável por quase 80% da produção nacional.
A Guiana aparece como a grande surpresa. O país já alcançou 900 mil barris/dia e pode ultrapassar 1 milhão até 2027.
Já a Argentina acelera com Vaca Muerta. O campo atingiu 589 mil barris/dia e responde por aproximadamente 68% da produção do país.
Impacto para o mercado e empresas
O crescimento ocorre fora da Opep+, o que influencia diretamente os preços globais do petróleo. Bancos internacionais projetam aumento entre 750 mil e 1 milhão de barris/dia na oferta mundial.
Ademais, isso reforça investimentos em exploração offshore profunda, especialmente no Brasil, onde novas plataformas (FPSOs) entram em operação.
Para companhias do setor, principalmente Petrobras (PETR4), o movimento é relevante. Desse modo, a empresa tende a se manter como protagonista regional e ganhar espaço na segurança energética global.