
- WTI e Brent fecham em alta, apoiados por tensões no Oriente Médio
- Geopolítica sustenta preços, mas efeito segue pontual
- Superoferta global em 2026 limita ganhos mais consistentes
O petróleo encerrou a sexta-feira em alta nos mercados internacionais, apoiado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por um movimento técnico de recuperação após quedas recentes. Ainda assim, o avanço ocorreu em um ambiente de cautela.
Isso porque, apesar do suporte no curto prazo, o mercado segue atento às projeções de superoferta global em 2026, o que limita movimentos mais fortes e reduz o prêmio de risco no médio prazo.
WTI e Brent sobem e fecham semana no positivo
Na Nymex, o WTI para fevereiro subiu 0,42%, com ganho de US$ 0,25, encerrando o dia a US$ 59,44 por barril. Já o Brent para março, negociado na ICE, avançou 0,58%, a US$ 64,13 por barril.
Além disso, no acumulado da semana, os contratos também fecharam em alta. O WTI avançou 0,54%, enquanto o Brent registrou ganho mais expressivo, de 1,25%.
Esse desempenho refletiu, sobretudo, uma recomposição de posições após perdas recentes, combinada a manchetes ligadas a riscos geopolíticos.
Geopolítica sustenta preços no curto prazo
Segundo a BOK Financial, o petróleo tenta manter uma estrutura técnica mais construtiva, após oscilar dentro de uma faixa ampla nos últimos dias. Ainda assim, a instituição avalia que o suporte atual vem mais do sentimento do que de fundamentos.
Nesse contexto, a ausência de avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia e a expectativa de novas sanções ao Irã seguem oferecendo algum apoio às cotações, mesmo com sinais de arrefecimento das tensões mais agudas.
Enquanto isso, declarações do presidente dos Estados Unidos indicaram um tom mais cauteloso em relação ao Irã, o que ajudou a reduzir riscos extremos no curto prazo.
Superoferta segue como risco estrutural
Apesar da alta, analistas seguem atentos ao cenário de oferta global mais folgada. De acordo com a Phillip Nova, as reações do mercado a manchetes geopolíticas têm sido rápidas, porém de curta duração.
Além disso, preocupações com a produção da Venezuela voltaram ao radar. Segundo reportagem da E&E News/Politico, o secretário de Energia dos EUA vê o aumento da oferta venezuelana como fator de pressão baixista.
Já a Fitch Ratings avalia que o mercado deve permanecer superofertado em 2026, o que tende a limitar o prêmio de risco geopolítico, mesmo em períodos de maior volatilidade.