Volatilidade

Petróleo recua forte e caminha para pior semana em 10 meses mesmo com tensão global

Cessar-fogo pressiona preços, mas risco no Estreito de Ormuz mantém barril elevado.

Petróleo recua forte e caminha para pior semana em 10 meses mesmo com tensão global
  • Petróleo cai cerca de 12% na semana
  • Estreito de Ormuz segue com fluxo reduzido
  • Risco de nova alta ainda permanece

Os preços do petróleo Brent e WTI caminham para a maior queda semanal desde junho de 2025. Ainda assim, seguem próximos de US$ 100 por barril.

Na semana, os contratos acumulam perdas de cerca de 12%, após anúncio de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.

Queda com alívio geopolítico

O acordo temporário reduziu parte do prêmio de risco. Nesse sentido, o mercado reagiu com forte correção nos preços.

Além disso, investidores passaram a precificar menor escalada do conflito. Como resultado, o Brent recuou para cerca de US$ 95,60.

O WTI também caiu, sendo negociado próximo de US$ 97,60.

Oferta segue pressionada

Apesar da queda, o cenário ainda é crítico. O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz permanece fortemente limitado.

Atualmente, o tráfego opera abaixo de 10% do volume normal. Portanto, a oferta global continua restrita.

Esse fator impede quedas mais acentuadas nos preços.

Risco de nova alta

Analistas alertam que a normalização ainda não ocorreu. Nesse contexto, qualquer interrupção prolongada pode impulsionar novamente as cotações.

Além disso, a produção da Arábia Saudita sofreu cortes após ataques. Como consequência, o mercado físico segue apertado.

Dessa forma, o petróleo continua sensível a novas tensões.

Mercado dividido

Enquanto o mercado futuro já precifica alguma estabilização, o mercado físico indica escassez.

Essa divergência aumenta a volatilidade.

Com isso, o petróleo pode alternar movimentos bruscos no curto prazo. Portanto, o cenário segue incerto.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.