Ajuste operacional

PetroRecôncavo (RECV3) escorrega na produção e expõe impacto de manutenção em dezembro

Parada programada no Ativo Potiguar reduziu volumes, apesar de avanço operacional na Bahia.

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  • Produção de dezembro cai 0,7%, pressionada por manutenção no Ativo Potiguar
  • Ativo Bahia cresce e ajuda a compensar parte da retração mensal
  • Produção anual sobe 0,7%, indicando estabilidade operacional

A PetroRecôncavo (RECV3) registrou queda de 0,7% na produção em dezembro, ao atingir média de 25,0 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). O resultado reflete impactos operacionais pontuais, conforme informou a companhia.

Ainda assim, a empresa destacou que o efeito negativo foi parcialmente compensado pelo aumento da produção no Ativo Bahia, o que ajudou a conter uma retração mais intensa no período.

Manutenção pressiona volumes no Potiguar

Segundo a petrolífera, a redução mensal ocorreu, principalmente, por conta de parada programada para manutenção no Ativo Potiguar. Como resultado, a produção da área caiu 2,1% em relação a novembro, totalizando 12,2 mil boed.

Nesse ativo, a produção de petróleo somou 7,9 mil barris por dia, enquanto o gás natural alcançou 4,3 mil boe/dia. Dessa forma, o impacto operacional se concentrou nos campos maduros da região.

Apesar disso, a companhia reiterou que as intervenções fazem parte do planejamento regular e visam preservar a eficiência no médio prazo.

Bahia avança e reduz efeito negativo

Por outro lado, o Ativo Bahia apresentou desempenho positivo no mês. A produção atingiu 12,8 mil boed, avanço de 0,7% frente ao mês anterior, ajudando a equilibrar o resultado consolidado.

A produção de petróleo foi de 6,4 mil barris por dia, enquanto o gás natural também somou 6,4 mil boed. Assim, a operação na Bahia ganhou peso relativo na composição total.

Com isso, a empresa conseguiu mitigar parte da pressão gerada pela manutenção no Potiguar.

Produção anual fecha em leve alta

No consolidado de 2025, a PetroRecôncavo informou produção média de 26,5 mil boed, o que representa alta de 0,7% em relação ao ano anterior.

Segundo a companhia, o desempenho anual reflete estabilidade operacional, mesmo diante de paradas programadas e ajustes nos ativos.

A gestão reforçou que segue focada em eficiência operacional e disciplina de capital, mantendo o planejamento para os próximos períodos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.