
- Presidente da Petrobras (PETR4) questiona efeitos da venda de BR Distribuidora, Mataripe e Liquigás
- Margens de combustíveis sobem forte e reacendem debate sobre privatizações
- Tema volta ao centro do debate político e regulatório do setor energético
A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, voltou a colocar em discussão as privatizações realizadas nos últimos anos ao questionar publicamente os efeitos da venda de ativos como BR Distribuidora, refinaria de Mataripe e Liquigás. Além disso, a executiva destacou que as margens de distribuição de combustíveis aumentaram fortemente no período recente, segundo dados da ANP.
Assim, a declaração reacende um debate sensível sobre o modelo de atuação da estatal no setor de energia. Ao mesmo tempo, a fala ocorre em um ambiente de pressão sobre preços e margens na cadeia de combustíveis.
Margens sobem e estatal critica efeitos das vendas
Segundo a executiva, a margem de lucro na revenda de diesel subiu 124%, enquanto a da gasolina avançou 44%, o que levanta questionamentos sobre quem se beneficiou das privatizações. Além disso, ela citou diretamente o processo de venda de ativos estratégicos concluído entre 2020 e 2021.
Dessa forma, a Petrobras voltou a criticar decisões anteriores que reduziram sua presença na distribuição e no refino. Ao mesmo tempo, o discurso reforça a posição da estatal sobre o papel estratégico desses segmentos na formação de preços.
A BR Distribuidora foi privatizada em 2021 e hoje opera sob a marca Vibra, enquanto a refinaria de Mataripe foi vendida ao fundo Mubadala. Já a Liquigás foi adquirida por um consórcio privado no fim de 2020.
Debate político e preço dos combustíveis volta ao centro
Além disso, a presidente da Petrobras também destacou que mudanças regulatórias e fiscais podem impactar diretamente os preços ao consumidor. Nesse sentido, ela citou possíveis ajustes caso novas regras sobre compensações tributárias avancem.
Assim, o tema dos combustíveis volta a ganhar peso político e econômico, especialmente em um cenário de volatilidade internacional do petróleo. Ao mesmo tempo, a estatal reforça que sua política de preços segue critérios técnicos.
Por fim, o movimento evidencia que a discussão sobre privatizações e controle de ativos estratégicos continua no centro do debate energético brasileiro.