
- Segunda fase da aquisição, prevista para 2026, garantirá controle total e maior eficiência financeira.
- Prio (PRIO3) conclui compra de 40% dos campos Peregrino e Pitangola, por US$ 1,545 bilhão.
- Produção salta para mais de 150 mil barris diários, com redução de custos e sinergias operacionais.
A Prio (PRIO3) concluiu a compra de 40% dos campos de Peregrino e Pitangola, em parceria com a Equinor, por US$ 1,545 bilhão. O valor inclui ajustes e juros desde 2024, mas exclui compensações pela interdição de Peregrino, ainda em negociação.
Com a conclusão da primeira etapa do acordo, a Prio passa a controlar 80% do consórcio, enquanto a Equinor mantém 20% até 2026, quando a segunda fase da transação deve ser concluída. A operação marca mais um avanço na estratégia de crescimento da companhia e amplia de forma expressiva sua capacidade produtiva.
Expansão e sinergia operacional
Com o controle operacional, a Prio prevê redução do lifting cost, sinergias entre ativos e ganhos de eficiência imediatos. A empresa vem reforçando uma estratégia focada em aquisições rentáveis e integração de operações, buscando aumentar margens e diluir custos em todo o portfólio.
A partir deste novo modelo de gestão, a companhia espera capturar valor adicional em áreas já exploradas e maximizar o retorno sobre o capital investido. Essa abordagem reforça a reputação da Prio como líder entre as produtoras independentes de petróleo no Brasil, com forte capacidade de execução.
Além disso, a consolidação do controle operacional permite decisões mais ágeis, melhora o uso de tecnologia de campo e cria uma base sólida para futuros investimentos. O objetivo é manter crescimento sustentável em um ambiente de preços de petróleo ainda instável, mas com tendência positiva.
Produção recorde e impacto financeiro
O aumento de 40 mil barris por dia elevará a produção total da Prio para mais de 150 mil barris diários, um marco histórico para a companhia. Esse volume coloca a empresa em um novo patamar de competitividade frente às grandes petroleiras do setor.
Segundo analistas, o movimento deve ampliar margens de lucro e fortalecer o fluxo de caixa já a partir do segundo semestre de 2026. A maior escala de operação também traz eficiência logística, reduz dependências externas e otimiza a infraestrutura de transporte de óleo.
A expectativa do mercado é que a empresa se beneficie de sinergias estruturais e ganhos de produtividade, o que tende a sustentar resultados robustos nos próximos trimestres. Dessa forma, a Prio consolida seu papel como uma das principais operadoras privadas offshore do país.
Próximos passos até 2026
A segunda fase do acordo, prevista para meados de 2026, inclui a compra dos 20% remanescentes dos campos. Essa etapa deve ser ajustada conforme o desempenho operacional e as condições do mercado de petróleo.
Com a integração total de Peregrino e Pitangola, a Prio deve alcançar controle absoluto das operações, garantindo maior previsibilidade de resultados e otimização de investimentos. Esse avanço representa a consolidação definitiva do portfólio offshore da companhia.
A empresa pretende ainda manter sua política de disciplina financeira, reforçando rentabilidade, geração de caixa e retorno aos acionistas, pilares centrais de sua estratégia de longo prazo.