
- PRIO3 inicia produção em Wahoo e eleva produção em 25%
- Campo pode gerar até US$ 1,5 bi em caixa livre
- Companhia prepara política de dividendos e recompras
A PRIO (PRIO3) finalmente obteve do Ibama a licença de operação do campo de Wahoo e vai iniciar a produção nas próximas semanas. A companhia estima aumento de 25% na produção até o fim de abril, com adição de 40 mil barris por dia.
Além disso, o CEO Roberto Monteiro afirmou que a empresa deve definir até a metade do ano uma política de dividendos e recompras, impulsionada pelo novo ciclo de geração de caixa.
Wahoo transforma geração de caixa
O campo será interligado à plataforma de Frade via tieback, o que reduz drasticamente o custo de extração para cerca de US$ 1 por barril. Portanto, a operação começa com estrutura enxuta e alta eficiência.
Segundo a companhia, Wahoo pode gerar até US$ 1,5 bilhão em fluxo de caixa livre em 2025, considerando Brent a US$ 60. No entanto, com o petróleo acima de US$ 80, o potencial de caixa aumenta ainda mais.
Com a nova produção, a PRIO se aproxima de 200 mil barris/dia, frente aos 155 mil registrados em janeiro.
Dividendo entra na pauta do conselho
A empresa já realiza recompras, porém enfrenta limite para não comprometer liquidez do papel. Assim, o conselho, presidido por Nelson Tanure, já discute ampliar a devolução de capital.
Monteiro afirmou que parte relevante do caixa extra seguirá para os acionistas, seja via dividendos, seja por recompras.
Além disso, a companhia projeta reduzir a alavancagem de 2x para cerca de 1x dívida líquida/EBITDA até 2027, fortalecendo o balanço.