
- Itaú BBA vê aprovação ainda em 2025 e mantém recomendação outperform com preço-alvo de R$ 42,50.
- Minas Gerais enviou ofício à Copasa (CSMG3) com regras para iniciar o processo de privatização.
- PEC aprovada elimina a necessidade de referendo popular, destravando o projeto.
O governo de Minas Gerais deu o primeiro passo concreto para a privatização da Copasa (CSMG3). Um ofício oficial com diretrizes e normas foi enviado à companhia logo após a aprovação da PEC que elimina a necessidade de referendo popular para autorizar a desestatização.
O movimento representa um avanço decisivo na agenda econômica de Romeu Zema, que aposta na venda da empresa como marco da eficiência e do enxugamento do Estado. A medida, segundo o governo, trará mais investimento e competitividade ao saneamento mineiro.
Copasa inicia estudos e ganha novo horizonte
O documento determina que a Copasa inicie estudos de pré-viabilidade, além de diligências e análises técnicas para sustentar o modelo de venda.
Além disso, essas etapas visam garantir transparência junto aos municípios atendidos e preparar a empresa para diferentes cenários de oferta.
Desse modo, com a mudança constitucional aprovada, o caminho político ficou mais livre, e a estatal começa a se mover sob uma nova dinâmica.
O que falta para a privatização avançar
Segundo o Itaú BBA, o próximo passo é a votação do projeto de lei nº 4.380/2025, que criará o marco legal da privatização da Copasa.
Ademais, o texto deve passar primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça, seguir por outras comissões e, depois, ao plenário, exigindo 60% dos votos para aprovação.
Portanto, caso o cronograma se mantenha, o banco avalia que a votação poderá ocorrer ainda em 2025, abrindo espaço para o lançamento formal da venda pelo governo mineiro.
Reações do mercado e projeções dos analistas
O Itaú BBA manteve recomendação outperform para CSMG3, com preço-alvo de R$ 42,50, prevendo valorização expressiva.
Já a Genial Investimentos optou por manter visão neutra, com preço-alvo de R$ 24, e alerta para riscos regulatórios e impactos tarifários no pós-privatização.
Em suma, o mercado vê o movimento como sinal positivo de que o Estado de Minas pretende acelerar a agenda de reformas estruturais.