
- GLP-1 podem chegar a 10% do mercado farmacêutico com queda forte de preços
- Fim da patente da semaglutida abre espaço para genéricos a partir de 2026
- RD Saúde (RADL3), Hypera (HYPE3) e Panvel despontam como principais beneficiadas
A quebra da patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, pode virar um divisor de águas para ações da B3 ligadas ao setor farmacêutico. Com a negativa judicial para a extensão da patente, o prazo de exclusividade termina em março de 2026.
Além disso, a expectativa de entrada de genéricos deve reduzir preços, ampliar o acesso da população e acelerar o crescimento do mercado de GLP-1 no Brasil, com impacto direto sobre varejistas e fabricantes listados.
Varejistas despontam como principais beneficiados
A RD Saúde (RADL3) aparece como uma das principais vencedoras no novo cenário, apoiada em sua escala nacional e forte presença digital. Assim, a companhia pode capturar demanda tanto de medicamentos de marca quanto de genéricos.
Com isso, análises indicam que os GLP-1 podem representar até 11% das vendas brutas da RD Saúde em 2026, avançando para 14% até 2030, com melhora gradual de margens.
Enquanto isso, a Panvel tende a se beneficiar regionalmente. No Sul, a rede pode alcançar participação entre 25% e 30%, reforçando o potencial de crescimento do segmento no curto e médio prazo.
Indústria farmacêutica ganha nova avenida de crescimento
A Hypera (HYPE3) surge como outra candidata a capturar valor com o fim da patente, especialmente no mercado de genéricos. No entanto, o desempenho dependerá do ritmo de aprovação regulatória.
Caso obtenha aval rápido da Anvisa, a companhia pode se posicionar entre os primeiros entrantes. Assim, os GLP-1 podem responder por cerca de 7% da receita da Hypera até 2030.
Além disso, a queda no custo de produção é um fator-chave. Estimativas apontam redução de até 70% nos custos até 2027, aumentando a atratividade econômica do segmento.
Preço mais baixo amplia mercado no Brasil
Atualmente, apenas 2% da população adulta brasileira tem acesso aos medicamentos GLP-1, em grande parte devido aos preços elevados, que variam entre R$ 800 e R$ 1.600 por mês.
Com a entrada de genéricos, o valor mensal pode cair para cerca de R$ 300. Portanto, o preço se torna o principal catalisador para a expansão do mercado.
Com isso, o número de usuários pode saltar de 1,8 milhão para 7,6 milhões, levando os GLP-1 a representar aproximadamente 10% do varejo farmacêutico nacional nos próximos anos.