
- Raízen (RAIZ4) pode converter até 45% da dívida em ações
- Credores podem assumir até 70% do controle da companhia
- Plano busca reduzir alavancagem e reestruturar operações
A Raízen (RAIZ4) apresentou um plano agressivo para reestruturar sua dívida de US$ 12,6 bilhões, que pode levar credores a assumir até 70% das ações ordinárias.
Além disso, a proposta inclui a conversão de pelo menos 45% da dívida em ações, o que altera significativamente a estrutura de controle da companhia.
Conversão de dívida reduz alavancagem
A empresa busca reduzir sua alavancagem de 5,3x para algo entre 3x e 3,5x Ebitda.
Além disso, o plano prevê um período de carência de até cinco anos.
Com isso, a companhia tenta recuperar fôlego financeiro no curto prazo.
Credores ganham poder e espaço no conselho
Os credores poderão indicar três dos sete membros do conselho.
Enquanto isso, a Shell manteria influência ao indicar os demais integrantes.
Assim, o equilíbrio de poder dentro da empresa deve mudar de forma relevante.
Estrutura pode separar negócios da companhia
O plano também abre espaço para uma possível divisão das operações.
A área de açúcar e etanol pode seguir separada da divisão de combustíveis.
Além disso, os prazos de pagamento das dívidas variam entre cinco e oito anos, dependendo do segmento.
Crise financeira pressionou empresa
A Raízen enfrenta dificuldades após juros elevados, safras mais fracas e alto nível de investimentos.
Além disso, o fluxo de caixa caiu enquanto a dívida aumentou.
Com isso, a empresa busca evitar um cenário mais crítico.