
- Raízen (RAIZ4) pode separar negócios para reduzir dívida
- Credores defendem capitalização de até R$ 10 bilhões
- Plano final de recuperação deve sair até junho
A Raízen (RAIZ4) entrou em uma nova fase de negociações com credores, que passaram a ver como positiva uma possível cisão dos negócios entre usinas e distribuição de combustíveis.
A avaliação é que a separação pode facilitar a entrada de investidores e destravar soluções para a dívida da companhia, estimada em cerca de R$ 65 bilhões.
Cisão pode reduzir pressão sobre dívida
Com a divisão das operações, a empresa poderia ajustar melhor sua estrutura de capital.
Além disso, o percentual de dívida convertido em ações pode cair, atualmente estimado entre 40% e 50%.
Com isso, credores poderiam reduzir exposição acionária e facilitar acordos.
Credores pressionam por mais capital
Apesar do avanço, bancos ainda defendem uma capitalização maior.
As estimativas giram entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, acima dos R$ 4 bilhões já sinalizados por acionistas.
Assim, o reforço de capital segue como ponto central nas negociações.
Plano final deve sair até junho
As conversas seguem em andamento, com análise de documentos e propostas.
Além disso, a expectativa é que um plano de recuperação extrajudicial seja apresentado até junho, dentro do prazo legal.
Enquanto isso, o mercado acompanha de perto, já que a solução pode redefinir o futuro da companhia.