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Raízen (RAIZ4) propõe até R$ 5 bi, mas trava disputa com credores; Ometto vira impasse

Empresa tenta avançar na reestruturação, mas recusa exigências e aumenta tensão com credores.

Photographer: Victor Moriyama/Bl/Victor Moriyama
Photographer: Victor Moriyama/Bl/Victor Moriyama
  • Raízen (RAIZ4) propõe captar até R$ 5 bilhões
  • Empresa resiste à saída de Rubens Ometto
  • Credores pressionam por controle e acordo até junho

A Raízen (RAIZ4) enviou uma nova proposta aos credores enquanto tenta fechar um acordo para reestruturar sua dívida de cerca de R$ 65 bilhões.

Além disso, a companhia indicou que negocia uma captação entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões, em tentativa de reforçar o caixa.

Proposta melhora oferta, mas não resolve conflito

A nova oferta inclui recursos adicionais que se somam aos cerca de R$ 4 bilhões já prometidos pela Shell e por Rubens Ometto.

Mesmo assim, a empresa rejeitou pontos centrais exigidos pelos credores.

Entre eles, está a mudança no controle do conselho, considerada inegociável pela companhia.

Ometto vira principal ponto de tensão

Os credores pressionam pela saída de Rubens Ometto da presidência do conselho.

Por outro lado, a Raízen (RAIZ4) resiste e tenta manter o atual comando.

Com isso, a governança virou o maior obstáculo para fechar o acordo.

Credores querem mais controle

Além da troca no comando, credores pedem maior participação na empresa.

A proposta inclui possibilidade de ficar com até 70% do capital em uma conversão de dívida em ações.

Ainda assim, a companhia tenta limitar a perda de controle.

Prazo pressiona negociações

As partes têm até 6 de junho para fechar um acordo extrajudicial.

Caso contrário, cresce o risco de medidas mais drásticas, como proteção contra falência.

Além disso, a deterioração financeira já derrubou os títulos da empresa para nível de estresse.

O que levou à crise

A Raízen (RAIZ4) enfrenta impacto de juros elevados, alto capex e desafios operacionais nas áreas de açúcar e etanol.

Com isso, o fluxo de caixa enfraqueceu e a dívida disparou.

Por fim, o desfecho das negociações deve definir o futuro da companhia — e o nível de diluição para os acionistas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.