
- Raízen (RAIZ4) tenta aprovar reestruturação até 8 de junho
- Credores podem assumir até 85% da companhia após conversão da dívida
- Shell já garantiu aporte bilionário no plano de socorro financeiro
A Raízen (RAIZ4) intensificou as negociações para aprovar seu plano de reestruturação financeira enquanto enfrenta resistência de credores internacionais e pressão crescente do mercado.
A companhia tenta concluir o acordo até 8 de junho para evitar um agravamento da crise e impedir que a recuperação extrajudicial evolua para uma recuperação judicial tradicional.
Raízen (RAIZ4) tenta evitar novo choque no mercado
A empresa entrou em recuperação extrajudicial após acumular uma dívida próxima de R$ 65 bilhões, pressionada pelos juros elevados, queda nos preços de açúcar e etanol, além de dificuldades operacionais.
Mesmo sem apoio integral dos bondholders estrangeiros, a companhia acredita que pode atingir a maioria necessária com bancos credores e investidores locais.
Enquanto isso, os credores internacionais pressionam por mudanças mais profundas na estrutura da empresa, incluindo maior participação acionária e alterações na governança.
Credores podem assumir fatia relevante da companhia
As negociações envolvem a possibilidade de conversão de parte relevante da dívida em ações, movimento que pode deixar credores com participação entre 75% e 85% da companhia.
Além disso, investidores também discutem mudanças no comando e no conselho da empresa, aumentando as tensões dentro do processo de reestruturação.
A Shell já confirmou compromisso de aproximadamente R$ 3,5 bilhões no pacote de socorro financeiro, enquanto novos aportes seguem em negociação.
Mercado acompanha risco de piora da crise
A deterioração financeira da Raízen virou um dos principais focos de atenção do mercado de crédito brasileiro em 2026, principalmente após o forte tombo dos títulos internacionais da companhia.
Investidores seguem monitorando o risco de fracasso das negociações, cenário que poderia ampliar perdas para acionistas, credores e fornecedores nos próximos meses.