
- Lucro caiu 14% e somou US$ 9,97 bilhões em 2025
- Dividendo anual foi mantido em US$ 4,02 por ação
- Estratégia mira diversificação com cobre e lítio
A Rio Tinto divulgou nesta quinta-feira (19) seu balanço de 2025 e mostrou um cenário misto. A companhia registrou lucro líquido de US$ 9,97 bilhões, queda de 14% em relação aos US$ 11,55 bilhões do ano anterior.
Mesmo assim, a empresa tomou uma decisão que chamou atenção do mercado: manteve a política de remuneração. O conselho aprovou dividendo final de US$ 2,54 por ação, elevando o pagamento anual para US$ 4,02 por ação, praticamente em linha com 2024 e acima do esperado por analistas.
O que pressionou os resultados
O principal impacto veio do minério de ferro. A mineradora teve queda de 7,6% na receita das operações australianas, justamente sua maior fonte de lucro.
Ainda assim, o resultado não despencou porque outras commodities ajudaram:
- cobre em alta
- alumínio com preços melhores
O lucro subjacente, que exclui itens extraordinários, ficou em US$ 10,87 bilhões, praticamente estável e próximo das projeções do mercado.
Por que o dividendo foi mantido
A empresa decidiu preservar o pagamento aos acionistas porque a geração operacional continuou forte.
Na prática, a Rio Tinto está fazendo uma transição estratégica: continua dependente do minério de ferro, mas acelera investimentos em cobre e lítio, metais ligados à eletrificação global e à indústria de baterias.
Ou seja, a companhia aceita um lucro menor no curto prazo para tentar garantir crescimento estrutural no longo prazo.
O que investidores passam a observar
Agora o mercado vai monitorar principalmente:
- preços do minério de ferro
- demanda chinesa por aço
- avanço do cobre e do lítio
Se esses metais continuarem valorizando, a empresa pode reduzir a dependência do minério e estabilizar os resultados.