
- RAIL3 entra em revisão para possível rebaixamento pela Moody’s.
- Risco vem da Cosan e possível contágio no grupo.
- Alto capex e necessidade de capital seguem no radar.
A Rumo (RAIL3) entrou no radar após a Moody’s colocar sua nota de crédito “Ba2” em revisão para possível rebaixamento, aumentando a atenção do mercado para o risco do grupo.
Além disso, a decisão não reflete apenas a operação da Rumo, mas sim incertezas envolvendo a controladora Cosan, que também teve seu rating colocado sob revisão.
Risco vem da estrutura do grupo
A Moody’s destaca que a possível deterioração da nota da Cosan pode impactar diretamente a Rumo, elevando o custo de captação e dificultando o acesso a capital.
Com isso, o risco de contágio dentro do conglomerado passa a ser o principal ponto de atenção para investidores.
Além disso, incertezas sobre a reestruturação de capital da Raízen (RAIZ4) aumentam a percepção de risco.
Investimentos e dívida entram no foco
Apesar disso, a Rumo (RAIL3) mantém métricas de crédito consideradas adequadas e boa liquidez no curto prazo.
Por outro lado, a empresa possui alto plano de investimentos e necessidade constante de capital, o que limita sua geração de caixa.
Ainda assim, a companhia pode levantar até R$ 12,4 bilhões em novas dívidas sem violar cláusulas contratuais, o que oferece alguma proteção.
O que pode mudar o cenário
A Moody’s indica que a nota pode se estabilizar caso a situação da Cosan também melhore ou se o mercado reduzir o risco de contágio.
Assim, o futuro do rating da Rumo dependerá mais do grupo do que da operação individual da companhia.
Dessa forma, o investidor deve acompanhar de perto os próximos passos da reestruturação.