Renovada

Sabesp (SBSP3) acelera pós-privatização, amplia investimentos e mira nova fase de crescimento

Empresa eleva capex em R$ 20 bilhões, corta custos e avança em eficiência operacional.

Sabesp (SBSP3) acelera pós-privatização, amplia investimentos e mira nova fase de crescimento
  • Capex sobe para R$ 84 bilhões até 2030
  • Corte de custos e eficiência impulsionam operação
  • Expansão pode gerar novas oportunidades de valor

A Sabesp (SBSP3) apresentou sua nova fase após a privatização durante o Investor Day 2026. A companhia destacou avanços operacionais e aumento relevante nos investimentos.

Além disso, a empresa reforçou o foco em eficiência e expansão.

Capex dispara

A Sabesp elevou o plano de investimentos para R$ 84 bilhões entre 2026 e 2030. Esse valor representa forte aceleração frente ao plano anterior.

Para 2026, o capex previsto é de R$ 20 bilhões, nível recorde. Ao mesmo tempo, o montante é cerca de três vezes superior ao período pré-privatização.

Com isso, a companhia intensifica a expansão da infraestrutura.

Eficiência e redução de custos

A empresa reduziu cerca de 30% do quadro de funcionários. Além disso, implementou modelo de Orçamento Base Zero.

Esse movimento levou a queda relevante nas despesas operacionais. Como resultado, a eficiência aumentou de forma significativa.

Outro avanço importante foi a redução do chamado gap de receita.

Recuperação de receitas

A Sabesp revisou mais de 500 contratos comerciais. Nesse contexto, recuperou cerca de R$ 600 milhões até 2025.

Além disso, a empresa pretende eliminar grande parte dessas perdas ainda em 2026. Dessa forma, as margens tendem a melhorar.

Esse ajuste corrige distorções históricas na operação.

Expansão e oportunidades

Com balanço sólido, a companhia mira crescimento via aquisições. O foco está no programa UniversalizaSP.

A iniciativa envolve cerca de 230 municípios, com potencial de R$ 36 bilhões em ativos regulatórios.

Portanto, a Sabesp se posiciona como protagonista nesse processo.

Dividendos e valorização

A política atual limita o payout em 50%, mas pode ser revista. Nesse sentido, dividendos maiores podem destravar valor.

Analistas mantêm visão positiva para o papel, com recomendações de compra.

Com isso, a companhia entra em uma nova fase de crescimento.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.