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Sabesp (SBSP3) cai em ritmo após trimestre fraco e impacto da tarifa social

Depois de resultados recordes no segundo trimestre, a Sabesp (SBSP3) mostrou desaceleração. Analistas do BTG e da Genial apontam custos mais altos e receita pressionada pelo avanço de consumidores de tarifa social.

Sabesp
  • Ações sobem 1,10%, sustentadas por expectativas de eficiência futura e melhora de governança.
  • Sabesp (SBSP3) reportou resultados abaixo do esperado, com impacto de custos maiores e tarifas subsidiadas.
  • BTG e Genial apontam trimestre mais fraco, mas dentro do previsto pelo plano de privatização.

As ações da Sabesp (SBSP3) subiam 1,10% por volta das 11h26, mas os analistas mantêm um tom cauteloso. Apesar do avanço no pregão, o 3º trimestre de 2025 mostrou resultados mais fracos, afetados por custos maiores e uma composição tarifária menos favorável.

O BTG Pactual destacou que, após um segundo trimestre muito forte, a estatal registrou um desempenho aquém das expectativas. Já a Genial Investimentos avaliou que o desempenho foi abaixo do consenso de mercado, mas coerente com o processo de privatização em andamento.

Cenário do trimestre: custos e tarifas pesam nos resultados

O BTG afirmou que os custos operacionais acima do previsto e o mix tarifário abaixo das projeções afetaram a Sabesp. Esses fatores comprimiram margens e reduziram o ritmo de crescimento visto no trimestre anterior.

A Genial, por sua vez, destacou a entrada de mais consumidores de baixa renda, beneficiados por tarifas subsidiadas. Ademais, a mudança de perfil pressionou as receitas, mas o mercado considera o efeito uma etapa natural da reestruturação ligada à privatização.

Portanto, apesar do desempenho moderado, os analistas mantêm visão positiva de longo prazo, citando o potencial de eficiência e melhor governança após a conclusão da venda do controle estatal.

Perspectivas e leitura do mercado

Mesmo com o resultado mais fraco, o mercado reagiu de forma contida. Investidores avaliam que a piora no trimestre já estava precificada, diante da expectativa de um ciclo de transição mais desafiador.

Além disso, o papel segue sustentado por projeções otimistas para o pós-privatização, com potencial de redução de custos e melhora da rentabilidade. Analistas ainda destacam que a adesão de consumidores de baixa renda reforça o caráter social da nova fase da empresa, algo valorizado pelo governo estadual.

Por fim, para os próximos trimestres, o foco estará na revisão tarifária e no andamento do cronograma de privatização, fatores vistos como determinantes para destravar valor à companhia.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.