Foco definido

Santander (SANB11) traça meta agressiva até 2028 e plano pode mexer com as ações no Brasil

Estratégia global busca elevar rentabilidade e ampliar clientes, com foco forte em empresas e alta renda.

Santander (SANB11) traça meta agressiva até 2028 e plano pode mexer com as ações no Brasil
  • Banco quer elevar retorno no Brasil para 20% até 2028
  • Foco estará em PMEs, corporate e alta renda
  • Ações oferecem dividendos próximos de 7%

O Santander (SANB11) apresentou seu plano estratégico global para 2026-2028 e colocou o Brasil no centro do crescimento. O banco quer elevar o RoTE global de 16,3% para 20% e ampliar a base de clientes de 180 milhões para 210 milhões.

No país, a meta é ainda mais ousada: o retorno deve sair de 15,3% para 20%, sustentado principalmente por pequenas e médias empresas, corporate e clientes de alta renda.

Onde virá o crescimento

A estratégia brasileira prioriza segmentos mais rentáveis. Assim, o banco pretende aumentar crédito para empresas, ampliar serviços ao público Select e melhorar a eficiência operacional.

Segundo analistas, essa mudança reduz dependência do crédito massificado e melhora margens ao longo do ciclo econômico.

Além disso, menores custos de captação e ajuste no mix de crédito ao consumidor podem impulsionar os resultados já nos próximos anos.

Impacto para as ações

O Santander (SANB11) mantém recomendação positiva em casas como JP Morgan. A instituição estima evolução anual relevante no retorno sobre o patrimônio.

Mesmo sem contribuição total do negócio de pagamentos, o banco ainda poderia superar ROE de 20% ao final do plano.

Hoje, o papel negocia perto de 7 vezes lucro e oferece dividend yield ao redor de 7%, o que reforça o interesse do investidor de renda.

O que observar daqui para frente

O mercado deve acompanhar a execução, pois o plano depende de eficiência operacional e expansão seletiva do crédito.

Se o banco cumprir as metas, o potencial de valorização aumenta, especialmente em cenário de queda de juros.

Por outro lado, crescimento econômico fraco ou crédito mais arriscado podem limitar o avanço projetado.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.