
- R$ 7,2 bilhões em valor potencial, equivalente a 21% do market cap da Motiva (MOTV3)
- Aditivos contratuais somam R$ 3,2 bilhões, com foco em Linha 5, SPVias e AutoBAn
- Reequilíbrios regulatórios podem adicionar R$ 3,9 bilhões e ainda não estão no preço
A Motiva (MOTV3) pode adicionar até R$ 7,2 bilhões em valor econômico com aditivos contratuais e reequilíbrios regulatórios, segundo relatório do Santander. O montante equivale a 21% do valor de mercado atual e, na visão do banco, ainda não está refletido no preço da ação
O banco mantém recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 22,50 para o fim de 2026, ante R$ 17,01 no fechamento mais recente, apoiado no potencial de geração de valor e na agenda regulatória da companhia.
Aditivos contratuais no radar
Os aditivos contratuais podem gerar R$ 3,2 bilhões em NPV, o equivalente a 9% do market cap. O valor decorre de três ativos estratégicos: Linha 5, SPVias e AutoBAn.
Na Linha 5, o Santander estima R$ 0,4 bilhão em NPV, com IRR real alavancada de 18,4%, considerando compartilhamento de capex e extensão de concessão. Já SPVias e AutoBAn responderiam por cerca de R$ 1,4 bilhão cada, sustentadas por extensões contratuais para compensar investimentos de expansão.
Segundo o relatório, os projetos usam IRR real não alavancada de 11% como premissa-base e contam com financiamento majoritariamente via dívida, o que pode elevar o retorno ao acionista.
Reequilíbrios regulatórios ampliam upside
Além dos aditivos, a Motiva soma até R$ 3,9 bilhões em NPV em reequilíbrios contratuais pendentes, cerca de 12% do valor de mercado. O banco mapeou sete pleitos principais, envolvendo ativos como Barcas, Metrô Bahia e concessões rodoviárias afetadas por Covid, eventos climáticos e alta de insumos.
Parte relevante desses valores já começou a ser reconhecida, especialmente nos casos ligados às concessões paulistas impactadas pela pandemia. Ainda assim, há pagamentos em discussão, o que mantém assimetria positiva para a tese.
O Santander avalia que, mesmo após a forte alta recente do papel, o mercado segue subprecificando o potencial regulatório e a capacidade da Motiva de reciclar ativos e destravar valor no médio prazo