Médio prazo positivo

Selic a 14,5%: o que muda para os FIIs após decisão do Copom, segundo a XP

Queda mais lenta dos juros adia reprecificação dos fundos imobiliários, mas cenário ainda mantém fundamentos considerados sólidos.

Indice de FIIs afunda entenda o motivo
Indice de FIIs afunda entenda o motivo
  • Copom corta Selic para 14,5% e XP vê ciclo mais lento de redução dos juros em 2026
  • Queda mais gradual adia reprecificação dos FIIs, mas cenário ainda é positivo no médio prazo
  • Fundos de papel seguem resilientes, enquanto logística e shoppings mantêm fundamentos sólidos

A decisão do Copom de reduzir a Selic para 14,5% ao ano reforçou a leitura de um ciclo de cortes mais gradual em 2026. Além disso, o Banco Central manteve tom cauteloso diante de um cenário inflacionário ainda incerto.

Segundo a XP Investimentos, o movimento veio dentro do esperado pelo mercado. Assim, a trajetória dos juros segue como principal variável para os fundos imobiliários (FIIs).

Selic mais alta por mais tempo adia reprecificação dos FIIs

A XP projeta mais duas quedas da Selic ao longo do ano, levando a taxa para 13,5%. Além disso, o ritmo mais lento reduz a velocidade de reprecificação dos ativos.

Dessa forma, FIIs de tijolo e fundos de fundos tendem a reagir mais às expectativas de juros. Ao mesmo tempo, o cenário ainda pode favorecer o setor no médio prazo.

A queda da Selic continua sendo o principal catalisador para valorização das cotas. Assim, juros elevados seguem pressionando o setor no curto prazo.

Fundos de papel mostram resiliência e seguem atrativos

Os FIIs de papel apresentam maior resiliência em cenários de incerteza. Além disso, os fundos indexados ao CDI ainda entregam retornos elevados.

Dessa forma, mesmo com possível queda de rendimentos, os proventos seguem atrativos. Ao mesmo tempo, os fundos atrelados ao IPCA+ se beneficiam da inflação mais alta no curto prazo.

Já os multiestratégia e FOFs tendem a ter desempenho misto. Assim, a composição da carteira passa a ser fator decisivo.

Fundamentos seguem sólidos em logística e shoppings

A XP destaca que os fundamentos operacionais continuam fortes em diversos segmentos. Além disso, logística e shoppings mantêm bons níveis de ocupação.

Dessa forma, reajustes de aluguel seguem sustentando receitas dos fundos. Ao mesmo tempo, isso ajuda a reduzir volatilidade no setor.

A casa reforça que o cenário segue construtivo no longo prazo. Assim, o setor continua dependente do ritmo de queda dos juros.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.