
- Selic cai para 14,50% ao ano com corte de 0,25 p.p. e inicia ciclo de flexibilização
- Inflação elevada e expectativas desancoradas limitam espaço para novos cortes
- Tensões no Irã aumentam risco externo e podem pressionar mercados
O Banco Central reduziu a Selic para 14,50% ao ano, com corte de 0,25 ponto percentual, marcando a terceira reunião de 2026 com ajuste na taxa. O movimento já era esperado pelo mercado.
Além disso, o corte reforça o início de um ciclo de flexibilização monetária. Ainda assim, investidores seguem atentos aos riscos internos e externos que podem limitar novos cortes.
Inflação preocupa e limita espaço para cortes
Apesar da queda da Selic, o ambiente segue desafiador. A piora nas expectativas de inflação levanta dúvidas sobre a capacidade do Banco Central de cumprir a meta.
Com isso, cresce o risco de um ciclo mais curto de cortes. Quando as expectativas se desancoram, a tendência é de juros mais altos por mais tempo para conter pressões inflacionárias.
Ainda assim, parte do mercado projeta novas reduções de 0,25 p.p. até o terceiro trimestre, com possibilidade de aceleração depois, levando a taxa para cerca de 12,5% ao ano no fim de 2026.
Cenário externo adiciona volatilidade
Além do cenário doméstico, o ambiente global também pesa. Tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, aumentam a incerteza nos mercados.
Esse fator pode impactar preços de commodities e pressionar a inflação global, refletindo também no Brasil. Como resultado, investidores devem manter postura cautelosa no curto prazo.
Por outro lado, a queda dos juros tende a favorecer ativos de risco, principalmente empresas com fluxo de caixa previsível e maior sensibilidade ao custo de capital.